terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Comunica e seus “comunicantes”

Após cinco meses de produção, o Comunica “entra em férias”
com saldo positivo e satisfação de seus participantes

Da esquerda pra direita, Prof. Clóvis, Jezebel, Marina, Patrícia, Prof. Marcos,
Jéssica, Giovana, Leandro, Profa. Sabrina, abaixo, Profa. Luciana e Ângela, na
confraternização de encerramento das atividades do Projeto Comunica em 2010.

Por Marina Maria Rodrigues e Patrícia dos Santos (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

No segundo semestre do ano de 2010, os cinco campi da Universidade Federal da Fronteira Sul promoveram o Projeto Comunica, através do alunos contemplados com bolsas de Iniciação Acadêmica e voluntários.

O Comunica é um laboratório textual que tem como objetivo desenvolver a habilidade dos alunos na produção de textos de cunho jornalístico, os quais visam reportar o cotidiano da UFFS, contribuindo com a comunicação e o desenvolvimento da instituição.

O Campus Realeza foi um dos campus que se destacou no Projeto, com o maior número de textos produzidos. Contou com a participação de quatro bolsistas de Iniciação Acadêmica e com seis voluntários que escreviam textos jornalísticos semanalmente.

Além da produção textual, promoveu reuniões de estudos com os professores da área de Letras, o que fez com que o acadêmicos participantes do projeto tivessem acesso a um maior conhecimento sobre os gêneros textuais jornalísticos.

A experiência de participar do Comunica

O Comunica proporcionou aos participantes uma interação com a Comunidade Universitária, e assim houve uma aproximação entre os acadêmicos que participaram do Projeto com administradores do Campus, docentes e discentes de todos os cursos, e servidores da Universidade. A seguir o relato dos acadêmicos que participaram do projeto.

Jéssica Paulleti, acadêmica do Curso de Ciências e voluntária no Projeto Comunica:

"Mesmo sendo voluntário o meu trabalho, me dediquei em fazer todas as pautas. Foi uma experiência muito positiva, pois entrei em contato com novos gêneros textuais, como a crônica, reportagem, notícia e entrevista. Além disso, conheci várias pessoas e professores nos encontros de estudos".

Lucas Carniel, acadêmico do Curso de Letras e voluntário no Projeto Comunica:

"Foi muito bom participar do Comunica, por que consegui entender tecnicamente a produção de textos jornalísticos, pois conheço apenas na prática, e as orientações facilitaram a produção, ainda mais quando somos orientados por quem entende e tem experiência na área".

Eduardo dos Santos, acadêmico do Curso de Letras e voluntário no Projeto Comunica:

"Foi excelente. O que aprendi em 4 meses de estudos no Comunica, não aprendi em um ano na escola".

Leandro Hillesheim, acadêmico do Curso de Medicina Veterinária e bolsista de Iniciação Acadêmica:

"A experiência de participar do Comunica foi ótima. Através do processo de produção de textos semanais e de orientação, pude melhorar muito a minha expressão escrita, não apenas de textos informativos, mas também de todos os outros gêneros. Além disso, a relação com todos os professores participantes, bolsistas e voluntários foi excelente. E foi muito bom ter participado com todos no Comunica".

Giovana Paludo Giombelli, acadêmica do Curso de Nutrição e voluntária no Projeto Comunica:

"Eu tinha muita dificuldade para produzir um texto. No Comunica comecei a praticar a produção textual e as dificuldades foram diminuindo, além de ser uma experiência inexplicável, pois as orientações foram de suma importância para o meu desenvolvimento na escrita".

Jezebel Batista Lopes, acadêmica do Curso de Letras e voluntária no Projeto Comunica:

“O projeto pra mim foi muito importante, pois através dele consegui melhorar meu textos, conviver com mais pessoas no meio acadêmico e dialogar com professores não só no âmbito da sala de aula. O Comunica foi uma grande oportunidade de aumentar meus conhecimentos, sendo que como futura professora de português me possibilitou um maior conhecimento de gêneros e assuntos diferentes".

Marina Maria Rodrigues, acadêmica do Curso de Letras e bolsista de Iniciação Acadêmica:

"Para mim tem sido de grande importância. Tive contato com professores, servidores e acadêmicos de outros cursos. O Comunica promoveu, de certa forma, a integração dos cursos. Além disso, a experiência da produção textual semanalmente foi maravilhosa, pois me permitiu exercer a prática da escrita".

Ângela Roman, acadêmica do Curso de Medicina Veterinária e bolsista de Iniciação Acadêmica:

“O projeto possibilitou um aprendizado na área da produção textual que dificilmente teria simplesmente com o meu curso. Tive a oportunidade de aprender sobre outros aspectos envolvendo a vida acadêmica e a Universidade em si, que possibilitaram uma leitura ampla da realidade e perceber todas as dificuldades que permeiam no desenvolvimento de uma nova postura na educação.

Patrícia dos Santos, acadêmica do Curso de Letras e bolsista de Iniciação Acadêmica:

“O Projeto Comunica foi e vai continuar sendo de grande valia para a UFFS como um todo. Através deste projeto, Comunidade Universitária e Regional tiveram oportunidade de “conversar” entre si, trocando informações e experiências. Além disso, possibilitou que conhecêssemos a realidade de outros campi.

Para mim, tudo foi aprendizagem. Desde os diálogos com meu orientador até visitas a escolas, que me possibilitaram entender a realidade do professor frente à educação no Brasil hoje. Desejo que o Projeto ganhe força no próximo ano e que novos alunos tenham a oportunidade que tivemos de, literalmente, comunicar aprendendo”.

Os orientadores

Semanalmente, os integrantes do Comunica participavam de encontros para estudos sobre produção textual e definições de pautas. Todas as quintas-feiras um professor da área de Letras ministrava uma aula debate sobre variados aspectos do texto jornalístico. Eram eles: Prof. Ms. Clóvis Alencar Butzge, Profa. Ms. Luciana Iost Vinhas, Profa. Dra. Sabrina Casagrande, Prof. Ms. Marcos Roberto da Silva e Profa. Ms. Miriam Schröder.

O Prof. Clóvis conversou com o Comunica para expor suas impressões sobre o projeto ao longo do semestre e também avaliar os resultados: “Desenvolver o Projeto Comunica de forma articulada entre os diferentes campi da UFFS foi um grande desafio. Para isso se viabilizar, foi fundamental a coordenação geral dos professores Diogo Pinheiro e Angela Stübe, do Curso de Letras Chapecó, somados aos esforços de mais nove professores da área de Letras. Mas para realmente o Projeto Comunica acontecer, foi decisiva a adesão de inúmeros alunos, que se dispuseram a uma jornada de trabalho acadêmico além do cotidiano da sala de aula. Com empenho e criatividade, estes acadêmicos deram vida e identidade ao Comunica.”

Quem também falou ao Comunica sobre o que significou o projeto ao longo desse semestre, foi a Profa. Luciana: “Gostei muito da experiência no Comunica. Ela foi positiva em diferentes sentidos. Posso dizer que aprendi sobre as especificidades de cada curso oferecido pela universidade, conheci mais a cidade de Realeza, participei da rotina dos acadêmicos que integraram o projeto sob minha orientação e, principalmente, fui tocada pelos sentidos construídos pelos acadêmicos ao tentarem apreender a realidade linguisticamente. De tudo o que aconteceu no Projeto Comunica, posso dizer que o ponto alto foram as expressões dos acadêmicos, pois a forma como eles se posicionaram frente às problemáticas investigadas fez todo o investimento valer a pena”.

Todos os textos produzidos durante o segundo semestre de 2010, deixam o mural da Universidade mas continuam disponíveis nos blogs http://www.comunicauffs.blogspot.com/ (multicampi) e http://www.projetocomunica.blogspot.com/ (Campus Realeza).

Curso de Nutrição da UFFS faz viagem técnica à Foz do Iguaçú e promove intercâmbio com os estudantes da UNILA

Os professores acompanharam a turma em visita às Cataratas do Iguaçu

Por Giovana Giombelli (Nutrição/Realeza)

Nos dias 10 e 11 de dezembro, o curso de Nutrição fez uma viagem de estudos, em busca de novos conhecimentos para as disciplinas de “Meio Ambiente, Economia e Sociedade” e “Cultura, Consumo e Padrões Alimentares”. Os acadêmicos conheceram as Cataratas do Iguaçu, as dependências da residência estudantil da Universidade Federal de Integração Latino Americana (UNILA) e o Hotel Mabu Thermas e Resort.

Além da coordenadora do curso, Profa. Rozane Toso Bleil, os professores Emerson Martins, Érika Ciacchi e Caroline Voltolini acompanharam a excursão. No primeiro dia da viagem, os acadêmicos e os professores foram muito bem recepcionados na residencia estudantil da UNILA. Após o jantar, o Pró-reitor de Extensão, Andrea Ciacchi e o Diretor de Assuntos Estudantis, Sr. Kachel, juntamente com os acadêmicos da UNILA deram as boas vindas aos estudantes da UFFS e agradeceram pela integração feita entre as universidades, esperando que isso possa ser repetido muitas vezes. Da mesma forma, os professores Emerson e Érika e os acadêmicos Gabriel Cerutti e Giovana Giombelli agradeceram pela recepção dos colegas e reiteraram o convite para conhecerem a UFFS. Neste momento, alguns alunos da UNILA e da UFFS relataram suas vivências nas duas instituições, permitindo uma troca de experiências muito interessante.

Estudantes de Nutrição participam de encontro com comunidade acadêmica da UNILA

 A residência estudantil na qual os estudantes da UNILA estão instalados apresenta todos os recursos necessários para hospedar os acadêmicos ao longo do semestre, oferecendo, também, opções de lazer. A estrutura existente garante aos acadêmicos que ali moram, vindos de vários países da América do Sul, como Paraguai, Uruguai e Argentina, e principalmente do Brasil, transporte para se deslocarem até a universidade, além de alimentação e moradia gratuita a todos.

Ainda no primeiro dia do passeio, os acadêmicos da UFFS realizaram uma visita técnica ao Hotel Mabu Thermas e Resort, conhecendo o Serviço de Alimentação. O hotel conta com duas nutricionistas e duas estagiárias em Nutrição, além de chefs de cozinhas e funcionários especializados. Os acadêmicos adquiriram conhecimentos sobre os procedimentos que devem ser realizados para se obter um padrão de qualidade adequado em relação a alimentação dos hóspedes. Esta é uma área de atuação do profissional Nutricionista pouco conhecida, porém com grande tendência de crescimento, principalmente nessa região, destaca a profa. Rozane.

Contudo, a visita às Cataratas do Iguaçu tanto no lado do brasileiro como no lado argentino proporcionou momentos inesquecíveis à turma, propiciando uma maior interação com o meio ambiente e para muitos, foi a primeira vez em que estiveram nas Cataratas. Todos puderam apreciar um dos cenários mais belos que a natureza oferece, pois naquele dia as Cataratas estavam com o volume de água acima da média. No sábado, durante a visita ao país vizinho, os alunos almoçaram em um restaurante que oferecia pratos típicos da culinária argentina, fazendo-os conhecer um pouco da cultura alimentar daquele país.

Todos adquiriram conhecimentos em visita técnica ao Hotel Mabu

Essa viagem propiciou muitos momentos inesquecíveis e que puderam esclarecer muitas dúvidas, como relata a estudante de Nutrição Angélica Werkhausen: “Primeiramente, conhecer o Hotel Mabu fez com que eu tivesse mais certeza da profissão que escolhi. Achei muito interessante essa integração com a UNILA e acho que esse tipo de atividade extra curricular deve acontecer mais vezes, pois os alunos acabam conhecendo lugares e pessoas diferentes e adquirindo novos conhecimentos que servem como experiência para o futuro, além de tornar os acadêmicos mais maduros e responsáveis”. Também as interações que ocorrem entre professores e alunos são de fundamental importância para o acadêmico, uma vez que proporciona uma rica troca de experiências.

Ambiente virtual da UFFS já está em funcionamento

Por Leandro Hillesheim (Medicina Veterinária/Realeza)

A UFFS já conta com o ambiente virtual Moodle, ferramenta interessante na complementação do ensino presencial. A plataforma permite a transmissão e a organização dos conteúdos e materiais de apoio às aulas pelo fato de disponibilizar vários recursos. O ambiente facilita a comunicação entre acadêmicos e professores, assim como entre discentes pela interação virtual.

Alguns de seus recursos são: criação de chats, disponibilização de materiais de apoio às aulas, avaliação do curso, diálogo, envio de trabalhos, fórum, pesquisa de opinião e questionário. Para os professores, uma das principais vantagens é a possibilidade de receber os trabalhos acadêmicos e disponibilizar as notas com menos burocracia. Para os alunos, uma facilidade é a de ter disponível o conteúdo das disciplinas; outra é a verificação das notas e dos trabalhos enviados. A discussão de assuntos da disciplina pode ser feita pelo chat.

O acesso ao Moodle pode ser feito pelo endereço http://moodle.uffs.edu.br, informando o login e a senha, os mesmos do Portal do Aluno utilizados na rematrícula. Como já informado em outros meios, os alunos que ainda não retiraram a senha e o login devem fazê-lo na Secretaria Acadêmica do campus o quanto antes para começar a utilização.

Alguns professores já estão utilizando o Moodle. Porém, como o ambiente entrou em funcionamento no final do semestre, a expectativa é de que somente no ano de 2011 será utilizado na maioria das disciplinas.

Alcoólicos Anônimos, uma alternativa para quem quer mudar

Por Ângela Roman e Leandro Hillesheim (Medicina Veterinária/Realeza)

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o alcoolismo é uma doença progressiva – espiritual e emocional tanto quanto física. Na maioria das vezes, os alcoólicos perdem o controle da quantia de doses que consomem e não conseguem se recuperar por conta própria. Dentro de uma perspectiva de transformação dessa realidade, nasce o A.A. (Alcoólicos Anônimos).

Alcoólicos Anônimos é uma irmandade mundial de homens e mulheres voluntários, vindos de todas as camadas sociais, que se reúnem para alcançar e manter a sobriedade. O único requisito para ser membro é o desejo de parar de beber, não havendo a necessidade de pagar taxas ou mensalidades. Estima-se que existem, atualmente, cerca de 120 mil grupos e mais de 2 milhões de membros, em 180 países, sendo 6 mil grupos no Brasil.

Toda essa história começou em 1935, quando, através de iniciativa de um corretor de bolsa de valores e de um médico cirurgião, ambos americanos e dependentes de bebida alcoólica, fundaram a irmandade. O intuito do A. A. era ajudar todos que sofriam da doença do alcoolismo a se recuperar.

O funcionamento do A. A. está fundamentado na ajuda mútua, na qual os membros compartilham experiências de sofrimento e recuperação do alcoolismo. Cada grupo realiza reuniões regulares, abertas e, geralmente, consistem das palavras de um coordenador ou de mais membros que se disponibilizem a compartilhar suas experiências. Algumas reuniões são específicas para informar o público não alcoólico a respeito da instituição.

O A.A., por ser uma instituição independente e auto-suficiente, não aceita doações de não-membros, mantendo-se apenas com as contribuições espontâneas. Não está ligado a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia e não apóia nem combate quaisquer causas. Assim, o propósito primordial dos membros é manter-se sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.

A caminhada do A. A. segue doze passos, doze tradições e doze conceitos. Os doze passos consistem em um grupo de princípios para que, assim, quando praticados como um modo de vida, possam expulsar a necessidade por bebida e tornar o indivíduo íntegro, feliz e útil. As doze tradições dizem respeito à vida da própria Irmandade e orientam a relação da unidade com o meio exterior, a forma de viver e se desenvolver. Os doze conceitos são uma leitura da estrutura dos serviços prestados pelo A.A. Transparecem a evolução, detalhando as experiências e as razões pelas quais está apoiado o processo de recuperação.

O A.A. no Paraná está descentralizado em cinco centros regionais para facilitar a organização da comunidade, a saber, Cascavel, Curitiba, Cianorte, Ponta Grossa e Francisco Beltrão. A cidade de Realeza está inserida no último.

Há 20 anos, o A.A. de Realeza desenvolve atividades prestativas à comunidade, especialmente na forma de reuniões, tanto ao membro quanto à sua família. Nestas reuniões, todos podem participar e dar sua contribuição. Atualmente, elas ocorrem todas as semanas, às oito da noite das quartas-feiras, no salão da paróquia.

UFFS Realeza busca implementação de Mestrado em Ciências da Alimentação

Primeira turma tem previsão para começo em 2013

Por Giovana Giombelli (Nutrição/Realeza)

Após várias discussões sobre a implantação de cursos de mestrado e de doutorado no campus Realeza, foi feita mais uma reunião na última semana do mês de novembro para organizar como será a maneira mais viável de implantação desses cursos. Nas discussões estiveram presentes os integrantes do Grupo de Trabalho (GT) do mestrado em Ciências da Alimentação, o qual é formado por docentes dos campi Chapecó, Laranjeiras do Sul e Realeza.

Conforme determinação do Ministério da Educação (MEC), para que uma instituição de ensino superior seja considerada uma universidade ela precisa ter quatro cursos de mestrado e dois cursos de doutorado. O prazo dado pelo MEC para que a UFFS faça a implantação de três mestrados e um doutorado é o ano de 2013, sendo que, até 2016, todos os cursos deverão estar implantados.

Foi definido que um dos cursos de mestrado da UFFS a ser implantado será intitulado “Ciências da Alimentação”. Visou-se, com essa escolha, abranger os cursos de Ciências, Medicina Veterinária e Nutrição existentes no campus Realeza. Os professores responsáveis pelas discussões são Sérgio Luiz Alves Júnior (Chapecó), Catia Tavares dos Passos e Tiago Bergler (laranjeiras do Sul), e Adolfo Firmino Neto, Rozane Tozo Bleil, Clovis Piovizan, Carina Fransciscatto e Érika Marafon Rodrigues Ciacchi (Realeza).

O curso de mestrado em Ciências da Alimentação deverá ter três linhas de pesquisa: Segurança Alimentar, Tecnologia de Alimentos e Avaliação e controle de qualidade de alimentos. O objetivo é promover a formação de pesquisadores que garantam desenvolvimento científico e desenvolvimento de tecnologias adequadas para a produção de alimentos, com ênfase na agricultura familiar.

Este projeto será apresentado à CAPES no início de 2012. A perspectiva é muito grande, pois há um grande desafio pela frente, principalmente no que concerne à estrutura oferecida pela universidade, visto que ainda precisa ter seus laboratórios de pesquisa implantados depois da construção do prédio definitivo. Entretanto, o grupo está trabalhando para que isso não seja um empecilho e que o curso seja muito bem conceituado em todos os seus parâmetros. Com isso, pretende-se contribuir com o desenvolvimento de toda a região do sudoeste do Paraná.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências da UFFS/Realeza participam do primeiro Workshop sobre Tópicos Avançados de Física em Foz do Iguaçu

O evento aconteceu entre os dias 5 e 8 de dezembro
e contou com a discussão de vários temas.

Por Jezebel Batista Lopes (Letras/Realeza)

No último dia 5 de dezembro, os acadêmicos do curso de licenciatura em ciências da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - campus Realeza - viajaram para participar do primeiro Workshop sobre Tópicos Avançados de Física – WTAF, que foi realizado na Universidade Federal de Integração Latino Americana – UNILA.

O evento foi organizado pela UNILA juntamente com a Sociedade Brasileira de Física – SBF, realizado no Parque Tecnológico da Itaipu – PTI, onde funciona o campus provisório da UNILA. Foi o primeiro ano deste Workshop, um evento internacional, voltado para a América Latina. No decorrer do ano de 2011, no Brasil, haverá várias dessas conferências para que haja a integração dos conhecimentos relacionados à ciência, na América Latina. A ideia é, com a ajuda da UNILA, concentrar todos esses eventos em datas próximas e realizá-los em Foz do Iguaçu.

O professor Dr. Clóvis Caetano, em conversa com o Comunica, ressalta a importância da participação discente no evento, “a participação em eventos como esse é fundamental para o desenvolvimento acadêmico dos alunos, pois, propicia uma interação com professores experientes e também com estudantes de outras universidades brasileiras e de outros países. O contato com essas pesquisas, tanto de ciência básicas, quanto voltadas às aplicações tecnológicas, é muito importante para esses futuros professores de ciências, pois os mantêm atualizados com o que vem sendo feito de mais avançado no mundo científico”.

O evento contou com a participação dos seguintes discentes da UFFS: Alessandra da Silva, Débora Regina Schmidt, Flávia Luane Rommel, Luciano Dorochowicz, Mateus Wilians Jandrey, Pedro Augusto Gluszewicz Santana, todos de licenciatura em ciências.

O acadêmico Mateus Wilians Jandrey relatou ao Comunica sobre a integração com acadêmicos de outros países, “nós ficamos em um hotel com mais 8 pessoas, destas, 6 paraguaios da Universidade Nacional de Assunción. Foi muito boa essa interação, porque podemos ver que o país tem uma potência muito grande com relação às ciências”.

Segundo a acadêmica Débora Turchetto, “a interação foi a melhor possível. Nossos colegas tinham uma cultura diferente, uma língua diferente (Espanhol), o que, as vezes, dificultava, é que algumas palavras causaram ambigüidades, mas tanto nós, quanto eles relevaram”.

Ainda em conversa com o Comunica, a acadêmica Debora falou sobre a experiência na participação do evento, “tenho a dizer que foi uma experiência inesquecível, pois, tive a possibilidade de conhecer discentes de outros lugares com visões diferentes. Tive contato com assuntos muito interessantes que vão contribuir com a minha formação. Mesmo que os assuntos abordados no evento fossem avançados para discentes do 1° período de Física, creio que todos que participaram aproveitaram o máximo possível, e se identificaram com alguns assuntos (...) E tudo o que foi visto e discutido só veio a contribuir com o meu conhecimento, além de termos a possibilidade de integração com discentes do Paraguai e Bolívia”.

A resposta dos acadêmicos foi positiva, voltaram entusiasmados com as novidades, e com a troca de experiências e os novos conhecimentos obtidos.

Mau tempo atrapalha atividades voluntárias da UFFS - Campus Realeza

Por Marina Maria Rodrigues (Letras/Realeza)

No último dia 11, estava programado o primeiro "Natal Feliz", que seria um projeto voluntário do Campus Realeza com o apoio do Rotary Club de Realeza. Foi proposta uma tarde de atividades de recreação com crianças da comunidade do Alto Boa Vista, interior de Realeza, mas o tempo ruim e a chuva prejudicou a programação.

A intenção desse projeto era criar uma aproximação entre a Universidade e a sociedade realezense. Então, teve-se a ideia de um trabalho voluntário com a finalidade de fazer atividades cooperativas com criança carentes, por esse motivo a comunidade do Alto Boa Vista, localizada na saída para Cascavel, foi escolhida.

O convite foi estendido a todos os acadêmicos do Campus, e além de ser um trabalho de interação com a comunidade, também iria fazer a integração dos cursos. O corpo docente e servidores da UFFS também iriam participar das atividades.

Quem deu início ao projeto foi o acadêmico do Curso de Ciências Juan Corrêa, que afirma ter tido uma decepção pelo cancelamento das atividades: "Estávamos empolgados, por ser o primeiro evento em que nós acadêmicos iríamos ter um envolvimento com a sociedade. Por um lado foi ruim, porque já tínhamos nos organizado e, por outro lado, foi bom também, haverá mais tempo para nos prepararmos. Está sendo vista outra data, provavelmente será no próximo semestre em 2011".

O professor Júlio Trevas coordenou a organização do projeto. Ele também diz que foi uma decepção, mas afirmou que será marcada nova data: "A chuva nos impediu de realizarmos o evento, mas logo no início de 2011 vamos realizar esse projeto".

UMA lei, VÁRIAS realidades

Ângela Roman (Medicina Veterinária/Realeza)





As discussões acerca dos Direitos Humanos já faziam parte dos debates dos filósofos da antiguidade. No decorrer da história, essas discussões alcançaram extensões inimagináveis tanto de época, cultura, como de necessidade. Muitos atentados foram deferidos contra os Direitos Humanos na modernidade pela a ação de ditaduras exacerbadas e de genocídios, como o ocorrido aos Judeus na Segunda Guerra Mundial. Tais fatos evidenciam a urgência da manutenção da prática desses direitos, pois eles existiam, mas não eram assegurados efetivamente por órgãos jurídicos.

Em nossa sociedade, faz-se necessária a expansão da luta, aglomerando aliados pela efetivação dos Direitos Humanos. Dessa forma, opera-se uma mudança na realidade dos cidadãos que, diariamente, são vítimas de um sistema desigual, o qual prega, com uma mão, a Constituição dos Direitos Humanos nos muros das cidades e, com a outra, impede o acesso a eles. Isso é fato! Para melhor elucidar essa afirmação, buscou-se embasamento na Constituição e em notícias que ilustram a verdadeira realidade dos cidadãos e de seus direitos.

Artigo I.

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Fato - Garotas de 13 e 14 anos na rodoviária da Capital são usadas como objetos sexuais em plena luz do dia. O pouco dinheiro ganho (R$ 5,00, em muitos casos) é para conseguir alimento e ajudar a família. - Jornal Correio Braziliense 2008.

Artigo II.

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Fato - Dos 183,9 milhões de habitantes do Brasil, 9,3% se encontram no Índice de Pobreza Humano (IPH). O índice representa as carências quanto ao desenvolvimento humano relativos ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). - Projeto A Terra, 2010.

2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo III.

Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Fato - No Brasil, são 25,6 mortes para cada mil nascimentos. - Projeto A Terra, 2010.

Fato – Em 2004, o número de homicídios atingiu 51,7 a cada 100 mil jovens. – R7 Notícias.

Artigo IV.

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Fato - Entre 1995 e 2003, foram fiscalizadas 1.011 fazendas e libertados 10.726 trabalhadores. Se incluído o primeiro semestre de 2004, o número de trabalhadores libertados é de cerca de 16 mil. - Revista Repórter Brasil, Junho 2004.

Artigo V.

Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Fato - Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres. - Instituto Patrícia Galvão.

Artigo VI.

Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo VII.

Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Fato – Nos países Uganda, Mauritânia, Nigéria, Sudão, Somália, Iêmen, Arábia Saudita e Irã os governantes apoiados por leis prendem e executam gays e lésbicas. - 2009, R7 noticias.

Artigo VIII.

Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Fato - O aumento da incidência de Aids entre adolescentes, principalmente meninas, preocupa as autoridades do Ministério da Saúde.

Artigo XXVI.

1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.

2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.

3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Fato - Em 2002, o índice de analfabetos era de 10,9%. – IBGE.

Um ser especial em nossas vidas


O símbolo das APAEs significa amparo e proteção a todas
as pessoas portadoras de alguma necessidade especial.

Por Jéssica Pauletti (Ciências/Realeza)

O dia da criança especial é comemorado em 09 de dezembro, mas esta data também procura lembrar não só as crianças, como todas as pessoas especiais, portadoras de alguma necessidade. Devido à tamanha importância da data, o Comunica se dirigiu até a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Realeza para conversar com a coordenadora daquela instituição, Sônia Maciel de Souza. Ela destacou questões sobre quem são os profissionais envolvidos com os alunos, bem como sobre as oficinas que são trabalhadas lá e, ademais, sobre a importância dos acadêmicos da UFFS estarem mais próximos da realidade dessa escola e de seus alunos.

A APAE deste município é chamada de Escola de Educação Especial Primavera, tem 24 anos de existência, conta com 86 alunos (de bebês até adultos), oriundos da cidade e do interior. A rotina dos alunos começa a partir do momento em que o ônibus, devidamente equipado, passa nas casas, ou próximo a elas, para buscá-los. Já na escola, eles permanecem até às 9:00h em sala com atividades pedagógicas. Depois disso, são destinados 25 minutos para o intervalo e, após, retornam à sala até às 11:30 horas, quando, então, voltam aos seus lares. A tarde acontece o mesmo processo, com outros alunos.

Os profissionais que trabalham com esses educandos são vários, mas necessários. São cerca de 16 professores, 2 fonodiólogas, 2 fisioterapeutas, 1 terapeuta ocupacional, 1 psiquiatra e 1 assistente social. Depedendo da característica do aluno, eles são dispostos nas salas. Dessa forma, há aqueles que cursam o ensino fundamental regular, outros desenvolvem atividades como educação física, artes e jogos de xadrez, e, ainda, existem os bebês, cujas atividades se baseiam no desenvolvimento motor e da visão.

A escola dispõe de oficinas chamadas de "protegidas terapêuticas" (educação profissional), cada uma das oficinas é trabalhada por turmas específicas. Há 2 turmas que são destinadas a cuidar da jardinagem, uma fica mais na estufa e a outra toma os cuidados com o pátio. Um outro grupo ainda participa da oficina de malharia, na qual são feitas camisas com estampas, de maneira artesanal. Há ainda, aqueles que produzem materiais de crochê, tricô e tapetes e aqueles que fazem a foração de caixas, reutilizando papéis que poderiam ir pros lixões. E, por fim, existe um grupo de dança que se apresenta tanto na escola como em eventos externos.


Mudas de flores que são cultivadas e cuidadas pelos próprios alunos da APAE.

A coordenadora Sônia frisa: “todas as pessoas têm direitos iguais, mesmo que alguns sejam especiais. Os trabalhos com esses indivíduos são mais lentos, precisam ser minusiosos, e existe a necessidade de encontrar formas e recursos diferentes para ensinar, mas tudo isso é recompesador", lembra a coordenadora.

A APAE recebeu auxílio da prefeitura municipal, por meio da doação do ônibus adaptado e dos serviços de um motorista. A escola ainda conta com uma parceria com o posto de saúde, que disponibiliza atendimento sempre que necessário. Há também um grupo de cidadãos da sociedade realezense que desenvolve o papel de sócio-contribuinte, doando R$ 10,00 por mês. Dessa forma, esses cidadãos passam a ter o direito de participar nas reuniões, ou seja, interagir diretamente com a instituição.

Ao final da conversa, a coordenadora Sônia ressaltou que é preciso um envolvimento assíduo dos acadêmicos da UFFS com a APAE do município. Isso vai proporcionar motivação para os alunos dessa escola e uma nova visão da comunidade sobre os universitários. O Comunica entende que esse trabalho vai enriquecer tanto a formação acadêmica do aluno da UFFS, como a formação de um cidadão que aprenda a conviver com as “diferenças” que, aos nossos olhos, são insignificantes perto do talento que essas pessoas especiais conseguem demonstrar.

Campus Realeza já tem novo Diretório Acadêmico

A chapa União Estudantil – UNE Realeza conquistou a vitória
por 100 votos contra 76 da chapa ACORDA

                                                                                   Christiano Castellano/UFFS
O Prof. Marcos Beal, mediador do debate, entre os candidatos
Emanoel Matos (chapa ACORDA) e Jéssica Pauletti (UNE).

 Por Patrícia dos Santos (Letras/Realeza)

A Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza já tem um novo Diretório Acadêmico. A votação para definir os novos representantes aconteceu no dia 14 de dezembro e contou com uma participação razoável da comunidade acadêmica. Durante manhã e noite, os acadêmicos puderam exercer seu direito de escolha, comparecendo ao local de votação, posicionado dentro do campus, portando documento oficial com foto para votar.

Debate entre as chapasA Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza já tem um novo Diretório Acadêmico. A votação para definir os novos representantes aconteceu no dia 14 de dezembro e contou com uma participação razoável da comunidade acadêmica. Durante manhã e noite, os acadêmicos puderam exercer seu direito de escolha, comparecendo ao local de votação, posicionado dentro do campus, portando documento oficial com foto para votar.

Debate entre as chapas

Após uma semana de campanha, um debate foi organizado entre as chapas concorrentes, um dia antes das eleições, para que seus candidatos a presidente pudessem explanar seus planos de gestão e sua visão política de universidade. O debate foi mediado pelo professor de Sociologia da UFFS, Marcos Antônio Beal, que fez perguntas formuladas por ele juntamente com a Comissão Eleitoral e pela plateia. Também foi aberto espaço para que os próprios candidatos fizessem perguntas aos seus oponentes.

Os temas abordados no debate abrangeram assuntos relacionados à gestão financeira, integração entre os cursos, relações institucionais com a Reitoria e com a Direção do Campus, infra-estrutura, Movimento Estudantil entre outros.

A decisão dos acadêmicos

Na noite do último dia 14, aproximadamente às 22h00, o resultado final das eleições apontou a chapa UNE como vencedora. Foram 100 votos contra 76 da chapa ACORDA.

Em conversa com o Comunica, a nova presidente do Diretório Acadêmico da Universidade Federal da Fronteira Sul do Campus Realeza, Jéssica Pauletti, agradeceu o apoio dos alunos e falou sobre suas expectativas para essa gestão: “Por início, a chapa União Estudantil (UNE Realeza) eleva seus agradecimentos a todos que apoiaram e depositaram seu voto de confiança em nós. As expectativas são as melhores, estamos confiantes, mas vale ressaltar que não faremos nada sozinhos, já que somos os representantes dos acadêmicos. São problemas que giram em torno deles que procuraremos resolver. As ações já começaram este ano e só tendem a crescer. Uma das primeiras ano que vem é a recepção dos calouros e a conquista de um espaço físico mais adequado”.

UFFS, um sonho que se realiza

Para alguns uma utopia, e para muitos a OPORTUNIDADE.

Por Marina Maria Rodrigues (Letras/Realeza)

Hoje em dia o sonho de estudar em uma universidade pública, ter uma formação de qualidade e acessibilidade ao ensino superior vem se tornando possível cada vez mais. É o que a UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul está proporcionando à população da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul. O Paraná é um dos três estados contemplados, conta com dois campi: um em Laranjeiras do Sul e o outro em Realeza.

Na Região Sudoeste do Paraná não havia muita acessibilidade à universidade pública, pela localização dos campi, e pelos processos seletivos das instituições, contando apenas com a UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná e a UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

O Campus Realeza está localizado no centro da Região Sudoeste e a UFFS valoriza alunos oriundos de escolas públicas, ou seja, o aluno ganha uma bonificação de acordo com a quantia de anos que estudou em escolas de ensino público. Essa bonificação é agregada à nota do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio. Para fazer a inscrição na Universidade, é necessário ter feito o exame. O Campus ofertará em 2011, 278 vagas, sendo 50 em Medicina Veterinária, 44 em Nutrição, 34 em Letras Português e Espanhol – Licenciatura, e 150 em Licenciatura em Ciências.

Além de se instalar uma instituição de ensino superior e gratuito, muitos veem nisso uma forma de desenvolvimento local, valorização da cidade e benefícios para a população. Segundo o comerciante Giovane Ló, "é ótimo ter uma universidade aqui, não só para mim que trabalho com o transporte escolar, mas para qualquer comerciante, e também os meus filhos podem ter acesso a ela, o que possibilita uma boa formação".

UFFS e suas perspectivas

O Comunica foi ao Colégio Estadual Doze de Novembro para saber a opinião do diretor e dos formandos sobre a UFFS. Segundo o diretor Moacir Mardei Furtado "é de suma importância a universidade aqui em Realeza, dá oportunidade para quem mora aqui, para muitos que não têm condições e trabalham ao mesmo tempo. Também os critérios de avaliação da UFFS, as notas no ENEM facilitam e incentivam o aluno, principalmente de escola pública, além de trazer o desenvolvimento para nossa cidade."

Para mais informações, o Comunica entrou em contato com estudantes do Ensino Médio da região e com acadêmicos de outras instituições, e foi expresso o que cada um pensa em relação ao acesso a uma universidade federal perto de casa e com um ensino de qualidade.

A estudante Pollyanna Sossela, 18 anos, moradora de Realeza, mas que estuda no Município de Santa Izabel D'Oeste, no CEGA - Colégio Estadual Guilherme de Almeida, é formanda da turma de Formação de Docentes 2010. Pollyanna acredita que "é muito bom ter uma universidade federal, aqui em Realeza. É uma oportunidade para muita gente que não tem condições de ir estudar fora, e que agora pode estudar e ficar por aqui mesmo, além de ser gratuito é de qualidade. Quem não quer ter uma boa formação e gratuitamente? Para as pessoas que têm condições de pagar é outra coisa."

Outra estudante que acredita que a UFFS é uma boa oportunidade é a aluna do 2º ano do Ensino Médio, Patricia Karine Piotroski, de 15 anos, residente em Pérola D'Oeste e aluna do Colégio Estadual Padre Réus - Ensino Fundamental e Médio. Segundo a adolescente, "a UFFS permite o acesso à universidade para as pessoas que não têm condições de pagar e querem estudar, e ainda na região, perto de casa, é muito bom."

Em Pérola mesmo, Daniela Ferrari, 18 anos, se formou em 2009 no mesmo colégio que Patricia estuda hoje, e está tentando ingressar em uma universidade pública e acredita que é "superinteressante ter uma universidade pública na Região

Sudoeste, porque tendo uma universidade federal de qualidade próximo à minha cidade, tenho a chance de me formar no curso desejado com uma maior praticidade, pois não preciso morar fora de casa, e nem me preocupar com mensalidades no fim do mês e o melhor, com a certeza de estar estudando em uma instituição de ótima qualidade o que favorece ainda mais a escolha pela UFFS".

O acadêmico de Engenharia Agrícola Alam Sagrilo, da UNIOESTE - Campus de Cascavel, é morador do interior de Pérola D'Oeste e deseja ingressar na UFFS Campus de Realeza que se localiza próxima à cidade onde reside. Alam almeja cursar Medicina Veterinária: “enfrento vários empecilhos no meu atual curso de graduação, é demasiado longe da cidade onde resido, assim gerando um grande despesa à minha família, e um grande transtorno com viagens longas. Meu atual curso também não é o de minha preferência, mas acabei optando por ele, por ser até então o mais próximo à minha cidade. Agora com a abertura da UFFS, e o curso de minha preferência na cidade de Realeza, quero ingressar na mesma, acabando com meus custos exagerados e cursando algo que é de meu agrado".

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

EXCLUSIVO: Saiba quem sai e quem fica

Comunica esclarece boatos e mostra os prós e os contras da mudança de algumas turmas para o Bom Pastor

Por Atelli da Rocha (Letras/Chapecó)

A partir de janeiro de 2011, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), passará a atuar em dois locais distintos aqui em Chapecó: no Centro e também no Seminário. A novidade, que não é inédita no Brasil e se repete em outras instituições do país, dentre elas a UFSC, se deve ao cronograma de conclusão das obras do campus definitivo da UFFS-Chapecó – previsto para ficar pronto apenas em 2012 – e à falta de salas de aula para abrigar as turmas que ingressam no próximo semestre.

A notícia põe fim à uma série de boatos que, durante os últimos meses, minaram os corredores e ganharam as salas de aula. Cláudia Finger Kratochvil é Diretora do Departamento de Registro Acadêmico da UFFS e a responsável pela divisão das turmas e escolha das salas. É ela que desmistifica os boatos e conta as novidades para o Comunica.

Sobre a permanência da UFFS no campus do Seminário, Cláudia explica que o contrato vence no final de 2011, ou seja, o campus não foi vendido para nenhuma instituição de ensino privado, como se argumentava nos corredores. Já sobre a mudança para o Bom Pastor, havia quem pensasse que todas as turmas migrariam para lá e, ainda, quem acreditasse que a mudança não ocorreria, pois uma outra instituição, também de ensino privado, teria comprado o velho colégio.

A respeito desse assunto, Cláudia esclarece que o prédio do Bom Pastor foi alugado pela UFFS, mas não todo ele, e que as salas que sobraram, realmente ficaram com uma outra instituição. Ela diz que muitas das salas do Bom Pastor não apresentam condições de receber alunos e, a grande maioria delas, não poderia receber turmas grandes (seria necessário derrubar um grande número de paredes para aumentar o tamanho das salas) e que, por isso, seriam necessárias muitas reformas e o custo seria muito elevado. Assim, julgou-se mais apropriado escolher algumas salas no Bom Pastor, dividir as turmas e evitar maiores transtornos.

Cláudia esclarece ainda que nenhum dos campi de Chapecó será discriminado após a mudança, tampouco haverá campus principal e secundário, ou seja, ambos terão igual importância, receberão a mesma atenção e terão as mesmas diretorias. Para ela, a mudança não visa a prejudicar ninguém, até porque, proporcionará “mais espaço para os professores trabalharem” e, consequentemente, “um atendimento melhor às necessidades dos alunos, em função do espaço físico”. Porém, ela reconhece que toda mudança tem seu lado negativo: “dividir a estrutura, irá requerer um esforço muito maior de algumas equipes da universidade, para dar atendimento de qualidade para todos”.

Então, pondo fim as polêmicas discussões do “fica ou não fica” e à curiosidade de muito alunos, inclusive professores, o Comunica revela as turmas que ficarão no Seminário e aquelas que mudarão para o Bom Pastor em 2011. Permanecem no Seminário: Administração, Ciências da Computação, Engenharia Ambiental, História, Letras e Pedagogia. Mudam para o Bom Pastor: Agronomia, Enfermagem, Filosofia, Geografia e Sociologia.

Projeto de Iniciação Acadêmica faz pesquisa sobre a realidade dos Catadores de papel de Laranjeiras do Sul


Por Alini Cristina Benderovicz e Elis Regina Kraemer (Graduandas em Licenciatura de Educação do Campo)

Um dos projetos que está sendo desenvolvido pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com vistas à melhoria da qualidade de vida desta população, é Exclusão Social e Educação Ambiental: O caso dos catadores de papel de Laranjeiras do Sul. O objetivo do projeto é pesquisar sobre a real situação dos catadores de papel do município, através de estudos sobre cooperativismo e de entrevistas com os próprios catadores, para analisar os problemas destes trabalhadores.

O projeto é coordenado pelo professor Mariano Sánchez, mestre em Sociologia, e tem como bolsista a aluna Elis Regina Kraemer, acadêmica do curso de Licenciatura em Educação do Campo, além de contar também com a voluntária Ely Cordeiro, do curso de Agronomia.

Como partes das atividades realizadas pela equipe pesquisadora foram feitas leituras de artigos científicos e de Leis, indicadas pelo professor, para um melhor entendimento sobre Educação Ambiental e resíduos sólidos urbanos, além de leituras sobre direito cooperativo e cidadania.

Também foram feitas várias entrevistas com os catadores de papel dos bairros mais precários da cidade, através de um questionário, cujos resultados revelam não só a situação do trabalho destes profissionais, mas também a da associação, além de revelar por que os catadores preferem vender os materiais recicláveis catados por eles, em particular, a participar da cooperativa e se auto-organizarem.

Além de visitas ao “Lixão” do município para constatar sua situação e também para fotografar as pessoas que lá trabalham, maioria composta por mulheres, que sustentam suas famílias com a renda desta atividade.
A visita também comprovou a degradação ambiental ocorrida no local, conforme uma das hipóteses do projeto. Confira a foto abaixo.



Foto do “lixão” de Laranjeiras do Sul

Ao final do projeto, espera-se identificar as causas dos problemas sociais, envolvendo diretamente os catadores, a ação política e a da cooperativa, além de identificar possíveis falhas na aplicação da legislação ambiental, para, por fim, encontrar uma solução para este grave problema do município.

Espera-se também que este trabalho mostre para a sociedade a importância da separação dos materiais recicláveis e da coleta seletiva em toda a cidade, tentando diminuir os índices de lixos misturados que vão para o “lixão”, ao invés de irem pra reciclagem correta.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Conquistas femininas e o ano de 2010

Por Adilson Belloni e Adélio Schneider (Licenciatura em Educação do Campo/Campus Laranjeiras do Sul)

Desde que a mulher iniciou um processo de busca de igualdade social, tem conquistado, gradativamente, vitórias consideráveis. Mesmo sob um impiedoso preconceito de uma sociedade patriarcal, ela mostrou-se guerreira e persistente na luta para deixar o papel de coadjuvante a que sempre exerceu perante a sociedade, e passar a caminhar lado a lado com o homem.

Relembrando a história, no dia 8 de março de 1857, as operárias de uma indústria têxtil em Nova York, Estados Unidos, promoveram uma greve ocupando uma fábrica, e entre suas principais reivindicações estavam: redução da carga diária de trabalho de 16 horas para 10 horas e salários iguais aos dos homens, pois chegavam a receber até um terço do salário de um homem para fazer o mesmo trabalho. Essa manifestação foi reprimida com extrema violência, e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 mulheres morreram carbonizadas. Somente em 1910, em uma conferência na Dinamarca, ficou definido esse dia (08 de março) como “Dia Internacional da Mulher” e em 1975 a ONU criou um decreto oficializando a data.

Declaração do dia Internacional da mulher, em 1910

Esse fato não solucionou o problema das mulheres na sociedade, pois estas eram vistas com tal inferioridade pelos homens que mesmo com tamanha brutalidade a que aquelas mulheres foram acometidas, poucos se sensibilizaram. Mas a persistência implacável das mulheres conquistaria, de lá para cá, vitórias dia após dia, nos mais diferentes setores da sociedade.

A eficiência, a responsabilidade e a determinação fizeram com que as mulheres fossem ocupando os mais variados cargos dentro da sociedade, em especial, os cargos de poder.

No Brasil, nos dias atuais, a mulher conquistou seu espaço de forma bastante expressiva. Principalmente no campo da política. Desde 1932, ano em que passaram a ter direito a voto, as suas conquistas políticas foram se sucedendo gradativamente e seu prestigio conquistou a confiança de toda uma nação, culminando, assim, na disputa presidencial de 2010, com destaque para duas mulheres: Marina Silva e Dilma Roussef. A primeira teve uma votação expressiva e a segunda, Dilma Roussef, se tornou a primeira mulher a governar o Brasil.

O que podemos concluir de tudo isso é que a mulher mostrou e (mostra a cada dia) do que é capaz. O preconceito sobre a atuação feminina, embora ainda não totalmente superado, perde força e, parece, que caminharemos para dias melhores, em que a igualdade entre homens e mulheres será uma verdade incontestável.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Dia Nacional do Voluntário e Dia do Doador de Sangue

Por Ângela Roman (Medicina Veterinária/Realeza)

Em uma sociedade em que o capital guia o viver de muitos cidadãos, constantemente somos induzidos a optar por sentimentos egoístas. Portanto, estamos rodeados por uma sociedade defensora do individualismo. Nesse contexto, torna-se difícil discutirmos e, até mesmo, vislumbrarmos ações voluntárias, desprendidas de segundas intenções. Dessa forma, há a constituição de uma sociedade fragmentada, na qual a ajuda mútua fica em segundo plano. Podemos observar isso em todos os casos de que necessitam de transfusões de sangue, e não conseguem por falta de pessoas comprometidas com o bem do seu próximo.

Inúmeras vezes as pessoas são incentivadas a ter uma visão umbilical dos problemas do mundo, através de modismos que incessantemente preenchem o dia a dia de coisas vazias. Desenvolver um trabalho voluntário, doar sangue, contribuir com o bem estar social, faz muito bem, tanto ao doador quanto ao receptor. Toda vez que fazemos algo objetivando o benefício de outrem, sem esperar algo em troca, estamos colaborando não só com o outro, mas, também, com nós mesmos.

Um serviço comunitário, o qual deve ser embebido de sentido e compromisso, faz com que muitas ações simples possam transparecer múltiplos sentidos quando observadas mais detalhadamente. Muitos daqueles que doam sangue e fazem serviços voluntários carregam junto de si a identidade e o verdadeiro amor altruísta. Essa pessoa ama alguém, a algo, como se fosse outro eu.

Todo doador de sangue tem a missão de dar continuidade à teia da vida, na qual muitas pessoas são salvas por meio de ações simples, mas carregadas de significados e sentidos. Os bancos de sangue são regularmente solicitados para que atendam e supram a necessidade de transfusões, sustentadas por intermédio de doações comprometidas e honestas, em que as pessoas têm consciência de que estão salvando vidas.

O ser humano é um ser social, e deve comprometer-se com o desenvolvimento da humanidade como um todo. Ele deve resgatar e revigorar constantemente sua identidade social por meio de ações desprovidas de sentimentos fúteis, interesseiros, que depredam a imagem de uma sociedade mais igual e humana construída com a participação de todos.

Dia Nacional de Combate ao Câncer

Por Giovana Paludo Giombelli (Nutrição/Realeza)

Em 27 de novembro de 1988, foi criado o Dia Nacional de Combate ao Câncer. A estipulação dessa data teve como objetivo chamar a atenção da população e assegurar que ela tomasse conhecimento sobre a prevenção e os procedimentos para o tratamento do câncer.

Nesta data, tem-se a oportunidade de demonstrar qual é o verdadeiro significado histórico das entidades brasileiras que se mobilizam no combate ao câncer em todo o país. Além disso, é possível proporcionar à população demonstrações dos aspectos sociais e educativos na luta contra o câncer. O câncer é silencioso, podendo até levar anos para ser identificado. Entretanto, sabe-se que, se descoberto em estágio inicial e tratado de forma correta, tem cura.

Para lembrar esse dia, em todas as capitais e cidades-pólo do Brasil foram realizados mutirões de atendimento gratuito ao público. Isso foi feito para que os médicos sanassem dúvidas e pudessem identificar, a partir de exames, se os cidadãos tinham algum tipo de câncer. Nesta ocasião, aconteceram palestras sobre o tema e foi feita a distribuição de materiais informativos sobre o assunto.

Além desses atendimentos, o Governo Federal anunciou investimentos na área da saúde, especificamente para o câncer de colo de útero. Esse valor é de R$ 115 milhões para um plano de redução de mortalidade, com prevenção e controle da doença, pois este é um dos cânceres que mais faz vítimas em nosso país.

Sabe-se que existem diversos fatores que podem beneficiar para o surgimento do câncer. Pode-se destacar a predisposição genética, o estilo de vida e as condições ambientais, associadas aos hábitos alimentares. Os fatores citados podem aumentar ainda mais a probabilidade de uma pessoa desenvolver a doença.

No ano de 2009, o Ministério da Saúde lançou uma cartilha com dez dicas para se prevenir qualquer tipo de câncer. Ela teve o objetivo de conscientizar a população da importância dos cuidados simples que devem ser tomados, mas que podem diminuir a incidência de câncer em nosso país. Essas dicas de prevenção ressaltam que a população deve não fumar, procurar ter uma alimentação saudável e balanceada, praticar atividades físicas regularmente, evitar ou limitar o consumo de álcool, fazer exames periódicos, evitar excessiva exposição ao sol e ter práticas de higiene oral diariamente.

Desafios da vida de estudante

Por Giovana Paludo Giombelli (Nutrição/Realeza)

Todo estudante de ensino médio passa por diferentes mudanças e desafios em sua vida. Logo de início, deve escolher o que deseja cursar e traçar planos futuros para, em seguida, sair de casa. Após passar um longo período de sua vida estudando em um colégio público ou privado, ele parte para uma nova etapa de sua vida: a universidade.

Para muitos, é uma trajetória simples, repleta de felicidades e esperança de novos tempos. Contudo, para outros, é uma etapa complicada e conflituosa, pois isso significa ficar longe da família e dos amigos.

Depois de passar mais de doze anos na escola, os estudantes mudam sua vida significativamente. O ensino médio fica para trás; aquelas aulas em que muitos, às vezes, acabavam dormindo em sala, já não existem mais. Os amigos de longa data partem, cada um para seu lado, e somente lembranças restam daquele tempo.

A escolha da instituição para a realização da inscrição no processo seletivo é apenas uma das dúvidas que surgem. São feitas as provas, seguidas de muita expectativa para a divulgação dos resultados finais e, quando estes saem, para muitos fica a decepção e, para outros, a alegria.

Novas preocupações surgem, pois agora começa uma nova etapa. A universidade exige muito mais. Não é meramente ir à sala de aula ouvir os professores explicarem o assunto e sair. Ao chegar em casa, há pesquisas, trabalhos extras, provas e muitas outras atividades. E, assim, passam quatro, cinco, seis anos na vida desses estudantes, que partem para o mundo do trabalho acompanhados de mais dúvidas e desafios.

O acadêmico do curso de Medicina Veterinária Jonas Bettanin relata um pouco de sua experiência ao sair do ensino médio e passar para a universidade. Foi um fato de extrema expectativa de sua parte, como estudante, e, também, de sua família, que ficou em outro estado. Está sendo uma fase de adaptação, tanto de seus familiares como dele. Como ele próprio coloca “nunca havia saído de casa. Tive que aprender a fazer as coisas por mim mesmo. Agora não tenho mais os pais que fazem por mim.”

Cria-se uma grande expectativa, pois tudo é novo e diferente, ou seja, começa-se do zero. Jonas acrescenta “vim para Realeza sem conhecer ninguém e tive que construir uma nova família e novos amigos aqui e aprender a fazer muitas coisas que antes não fazia.” Ele ressalta uma observação que é de extrema importância, “o ensino médio ensina somente o básico, só nos prepara para os vestibulares e não para a rotina acadêmica que temos.”

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eleições para o Diretório Acadêmico do Campus Realeza já têm chapas definidas

Por Patrícia dos Santos (Letras/Realeza)

No dia 14 de dezembro os acadêmicos da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza elegerão a próxima chapa que representará o Diretório Acadêmico no ano de 2011. No dia 08 de dezembro, foram divulgadas as duas chapas concorrentes.

Os alunos da UFFS já podem analisar as propostas de atuação de cada chapa e decidir seu voto que é secreto e facultativo. É importante saber que é necessário que o aluno apresente um documento oficial com foto no ato da votação, pois a Comissão Eleitoral localizará o eleitor pela lista de votantes.

O Comunica conversou com os candidatos a presidente de ambas as chapas para saber suas impressões sobre a eleição e também abriu espaço para que cada um expusesse seu plano de gestão.

O candidato à presidência da Chapa 01 (ACORDA – É hora de unir ideias para alcançar objetivos!), Emanoel Matos, do Curso de Medicina Veterinária, afirma que sua experiência fará a diferença no momento da gestão: “Acredito que a experiência é muito importante para assumir um cargo de representatividade política, e, como já possuo experiência como gerente da Cooperativa do Colégio Agrícola da UFSC, creio que será fundamental para dar andamento aos trabalhos do DA. A proposta principal é a integração dos cursos para que todas as ideias dos acadêmicos permeiem para o mesmo objetivo. Como estamos no começo dos trabalhos da Universidade, ajudar na efetivação e desenvolvimento dela é decisivo na hora de opinar. É necessário opinar com coesão para que nossos anseios sejam atendidos”.

A Chapa 02 (União Estudantil – UNE Realeza) tem como candidata a presidente a aluna do Curso de Ciências, Jéssica Pauletti, que frisou a importância do bem comum: “O DA é um órgão dentro da Universidade que tem a responsabilidade de atender as indagações dos acadêmicos de forma que as decisões tomadas sejam relevantes para todos. Devido a isso e a outras situações em que o DA está presente, se torna relevante a eleição para que a chapa escolhida consiga fazer o melhor trabalho possível”.

Confira abaixo a composição das chapas:

Chapa 01 - ACORDA - É hora unir ideias para alcançar objetivos!


Chapa 02 - União Estudantil - UNE Realeza


 

Um gesto propicia várias diferenças!

Qualquer forma de prestar solidariedade ao próximo é um modo de fazer a vida de todos ter relevância

Estenda a mão ao próximo e entenda como é bom ajudar.

Por Jéssica Pauletti (Ciências/Realeza)

Em função do espírito natalino que rodeia as instituições e as pessoas nesta época do ano, os atos de solidariedade se espalham e ganham força. Uma das entidades que se dispôs a “estender a mão” foi a Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza, que no dia 11 de dezembro de 2010, realizará uma tarde solidária no bairro Alto Boavista, que é considerada a comunidade mais carente (vulnerabilidade sócio-econômica) de Realeza. Em conversa com o Comunica, o Coordenador do Curso de Licenciatura (UFFS), Júlio Murilo Trevas dos Santos, comentou a programação da tarde do dia 11, sua idealização, bem como quem serão os participantes e ademais ressaltou a importância do ato voluntário.

A ideia de realizar um dia especial para famílias partiu de um dos alunos de Ciências da universidade. Ele expôs que precisaríamos oferecer atenção e carinho a crianças carentes por afeto, especialmente àquelas em vulnerabilidade sócio-econômica. O intuito era fazer esse evento no Natal de 2011, mas considerando a importância da ação, o Coordenador Júlio lançou o desafio para que a proposta se concretize ainda neste mesmo ano.

Após delineada a estrutura básica do evento, procurou-se o Rotary International em Realeza para auxiliar no evento. O Rotary é um clube de serviços, cujos membros tem ampla experiência com atividades comunitárias e de voluntariado. Para nossa felicidade, o clube aceitou o desafio de nos ajudar nesse dia. Naquele momento, os membros do Rotary salientaram que a ação seria mais efetiva se nos deslocássemos até a comunidade do Alto Boavista.

A ação ocorrerá no horário das 14h às 17h . Participarão acadêmicos, alguns docentes com suas famílias, técnicos-administrativos e membros do Rotary International em Realeza. Várias atividades complementarão esta tarde. A proposta é levar brinquedos como, por exemplo, cama elástica e cama de bolinhas; também haverá bolas para jogar futebol e/ou voleibol; alunos do curso de Letras da UFFS contarão histórias, o grupo de teatro da UFFS fará uma rápida apresentação; o técnico-administrativo Ivonei realizará uma aula-roda de capoeira.

É de grande importância que o trabalho voluntário seja feito pelos estudantes, como o professor Trevas destaca, “ Em primeiro lugar, o trabalho voluntário é um ato de amor ao próximo, de respeito e de responsabilidade com a sociedade. Em segundo lugar, o mundo do trabalho vem valorizando cada vez mais a participação em atividades de voluntariado”. Dessa forma cabe a UFFS a responsabilidade de criar a cultura do trabalho voluntário entre seus alunos (e docentes e técnicos também). Em alguns dos cursos de graduação do Campus de Realeza, algumas atividades de voluntariado estão entre as possibilidades de atividades curriculares complementares.

Por fim, Júlio Trevas esclareceu que após um ato de solidariedade como esse o olhar da comunidade universitária muda, e isso é o mais importante. Igualmente muda o olhar da sociedade externa sobre a universidade. Dessa forma, todos começam a perceber a relevância da universidade pública em sua região, e logo passam, a valorizar nossas ações. E assim, com o passar do tempo, apoiar as propostas que venham melhorar o conjunto universitário.

Após essa conversa, com o professor Júlio Trevas, esperamos que todos compreendam o quanto é importante estender a mão ao próximo. Muitos podem pensar que como estão em uma situação confortável, a vida do outro é irrelevante, mas nunca se sabe quando será preciso a ajuda de outra pessoa. Como dizem os bons sábios, é melhor ajudar do que ser ajudado. Esses indivíduos que sempre estão auxiliando seus irmãos, com certeza, desfrutam do verdadeiro sentido de viver a vida.

PET de Medicina Veterinária já tem seus bolsistas selecionados

No último dia 23, foram divulgados os resultados do processo seletivo para escolha dos bolsistas participantes do Programa de Educação Tutorial – PET/Conexões de Saberes 2010 do curso de Medicina Veterinária da UFFS, campus Realeza. Os trabalhos do PET terão início no próximo semestre com a tutoria do professor Dr. Adolfo Firmino da Silva Neto e a participação dos acadêmicos Ângela Terezinha Roman, Jeferson Scharone Moura, Jonas Bettanin e Marina Gabriela Possa.

Para o processo seletivo, escreveram-se 23 acadêmicos. A seleção, dividida em duas fases, levou em conta a origem rural do estudante, a vulnerabilidade socioeconômica e o mérito acadêmico. A primeira fase, de caráter classificatório, consistiu em análise socioeconômica e entrevista. A segunda, de caráter classificatório e eliminatório, contou com análise do curriculum lattes, histórico parcial da graduação e prova objetiva de conhecimentos específicos.

Formado por grupos tutoriais de aprendizagem, o PET tem por objetivo apoiar atividades acadêmicas que integram ensino, pesquisa e extensão. Propicia aos alunos participantes, sob a orientação de um tutor, a realização de atividades extracurriculares que complementem a formação acadêmica do estudante e atendam às necessidades do próprio curso de graduação. O estudante e o professor tutor recebem apoio financeiro.

Para o PET do curso de Medicina Veterinária, os objetivos específicos são o estreitamento do vínculo entre os agricultores familiares e a UFFS; a formação de sujeitos altamente qualificados para a intervenção em diferentes âmbitos, como o da própria universidade e o das propriedades familiares rurais; e o fomento de postura de lideranças sensíveis às problemáticas do campo entre os graduandos.

Os acadêmicos estão bastante entusiasmados com a participação no programa. Segundo Marina Gabriela Possa, bolsista selecionada para o PET, “a participação do Programa surge como uma oportunidade de complementar a formação acadêmica, ampliando os conhecimentos específicos relacionados ao curso no ensino, pesquisa e extensão. Estes conhecimentos adquiridos possibilitam a caracterização de profissionais ativos e inseridos no meio social em que estamos situados. Além disso, o bolsista ainda é beneficiado com auxílio financeiro.”

Certamente, muito em breve outros projetos de bolsas envolvendo pesquisa e extensão devem ser aprovados na área de Medicina Veterinária. Contudo, este PET representa um marco para o caminho de pesquisa e extensão do curso e do campus Realeza.

Talento Realezense

“Théspis” encena peça teatral somente com a participação de atores realezenses

Por Eduardo Santos (Letras/Realeza)

No último dia 25 de novembro, o grupo teatral “Théspis” encenou, na Casa da Cultura, em Realeza, a peça “O Velório”. Todos os atores participantes da peça eram moradores desta cidade. Além destes atores, a peça também contava com convidados, não atores, que exerceram os papéis das pessoas que estariam velando o defunto. Entre estes convidados, havia, entre outros, um professor e dois acadêmicos da Universidade Federal da Fronteira Sul. Na platéia estavam alunos e professores das escolas de Realeza, cidadãos da comunidade realezense e discentes e docentes da UFFS.

A peça encenada era uma comédia que relatava o velório de um sujeito. No velório, aos poucos, iam aparecendo várias mulheres que se diziam esposas do defunto, gerando uma grande confusão. Para cada suposta esposa que chegava, era uma gritaria no palco, coisa que fazia o público rir muito. Além disso, foi atribuída, a cada esposa, uma característica diferente. Havia uma esposa séria, com vestido preto comprido, demonstrando seu pudor, uma sensual, com shorts de couro e botas, entre outras. Mas a esposa que, aparentemente, mais agradou ao público presente foi a figura da paraibana, que, como ela mesma dizia, era “cabra da pesti”.

Porém, na peça como um todo, quem se destacou não foi uma esposa, mas sim uma “amiga” do defunto, um personagem homossexual que levou a platéia ao “delírio” com seu jeito extravagante de dançar e sua decida estratégica do palco.

A apresentação durou por volta de trinta minutos, não teve uma grande duração, mas foi o tempo suficiente para gerar discussão entre a platéia. Grande parte das pessoas presentes ficou orgulhosa por, segundo eles, terem visto uma ótima encenação feita somente por realezenses. Para os professores e alunos da UFFS que assistiram à peça, foi uma ótima forma de realizar uma interação entre a universidade e o município, principalmente para aqueles alunos que não residem em Realeza.

Segundo Sarau Literário e Amigo Secreto Literário do curso de Letras

A turma de Letras organiza, para concluir o ano letivo, o segundo sarau literário e amigo secreto literário, com apoio dos professores.


Por Jezebel Batista Lopes (Letras/Realeza)

O término do primeiro semestre, dos acadêmicos do curso de Letras da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Realeza, contou com a realização de um sarau literário e o amigo secreto literário. Para o final do segundo semestre, os alunos pensam em “repetir a dose”.

Satisfeitos com os resultados obtidos no sarau literário, o Prof. Ms.Clóvis Alencar Butzge e os graduandos de Letras começam a organizar nova versão do sarau para conclusão do ano letivo de 2010. O evento acontecerá dia 21 de dezembro, último dia de atividade acadêmica.

O Sarau conta com a intensa participação dos discentes, que preparam apresentações artísticas, trazendo para a turma a possibilidade de conhecer novos livros, poemas, autores e obras.

Como comenta o professor Clóvis para o Comunica, “tanto o Sarau Literário quanto o Amigo Secreto Literário são iniciativas que visam estimular a leitura literária através de atividades lúdicas. Visam, também, estimular a troca de saberes e percepções entre leitores. Professores, de qualquer área, devem ser leitores assíduos. No caso do Curso de Letras, a leitura literária tem papel central, pois, além de ser objeto de estudo e ensino, a literatura é uma das formas mais sublimes de manifestação da linguagem humana. O aluno não deve ser apenas um ‘repositório’ de conhecimentos acumulados durante as disciplinas do curso. É preciso que o acadêmico reflita sobre o que estuda, questione, concorde, discorde e, também, compartilhe com os outros seus pontos de vista”.

O hábito da leitura e o “prazer” por ela devem sempre estar presentes na vida dos futuros professores, para que, quando forem para as salas de aula, possam utilizar a leitura para cativar seus alunos.

Como frisa o professor Clóvis, “as apresentações do Sarau Literário contribuem para que cada um mostre um pouco do que sabe, sente, pensa. Atividades como o Sarau Literário e o Amigo Literário são formas divertidas de interação. Apresentar um poema, uma música, uma cena teatral, uma mensagem, uma videomontagem ou outra forma de manifestação linguística diverte as pessoas, educa. Presentear e ser presenteado com uma obra literária, com certeza, é muito agradável”.

A acadêmica Josiane T.R. de Souza, salienta a importância da leitura estar presente na vida dos graduandos de Letras: “Penso que para um calouro do curso de Letras, que certamente tem dificuldades com a leitura, a realização de um evento que ao mesmo tempo objetiva a confraternização com os colegas e busca o acréscimo da biblioteca particular de cada um, entra com um dos alicerces, na missão de formar ‘professores leitores’, aptos a entrar em sala de aula e ensinar”.

A graduanda Maiara Marafon se declara uma entusiasta do evento: “A acho uma das atividades mais interessante que nosso professor Clóvis nos proporciona, eu adoro! Adoro ler, conhecer novos autores, estar sempre buscando coisas novas, e através do Sarau temos exatamente isso, vários autores, vários gêneros, conhecemos o que cada um de nossa turma gosta, conhecemos textos novos, é muito bom! E o amigo literário idem, é sempre bom ganhar livros. Ótima ideia!”.

O evento serve para estimular e contribuir, no aumento do acervo pessoal de obras literárias dos discentes, além de promover a interação entre docentes e graduandos. Com o sorteio do amigo secreto literário já realizado, os discentes estão ansiosos para presentear e serem presenteados.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cultura, história e reflexões marcam a semana da Consciência Negra na UFFS

Por Gabriel Scheffer (Letras/Chapecó)

Em 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra. A data coincide com a morte de Zumbi dos Palmares, ocorrida em 1695. Para que o marco não passasse em branco, o coordenador do curso de Sociologia Leonardo Leitão, o professor da área de Letras Luciano Nascimento e a acadêmica Méri Terezinha, aluna do curso de Pedagogia e integrante do Movimento Negro, organizaram o I Seminário Interdisciplinar de História, Cultura e Identidade Afro-Brasileiras. Após o término do evento, que se estendeu de 20 a 26 de novembro, pedimos que o professor Luciano Nascimento fizesse um balanço do Seminário e também uma breve análise da realidade do negro no país nos dias de hoje.

Segundo ele, a proposta do evento era criar dentro da Universidade um espaço onde seria possível discutir e refletir sobre as relações raciais. “Nossa principal meta era dar visibilidade a uma questão frequentemente negada, tida como inexistente. Sem sombra de dúvidas conseguimos alcançar esse objetivo, mesmo que modestamente”, comemorou. Ainda sobre o evento, Luciano diz que todas as atividades procuraram mostrar que o preconceito – não só o racial, mas qualquer forma de preconceito – vitimiza a sociedade como um todo, e não só a pessoa ou o grupo contra quem o preconceituoso se volta.

Para o professor Luciano, é um equívoco a crença de que a região Sul abriga uma maioria absoluta de população de origem branca é um equívoco. “Como vimos durante o evento, há aqui negros, caboclos e indígenas também.Acontece que esses grupos ainda são socialmente invisíveis, suas imagens estão ainda relacionadas à marginalidade, à mendicância e ao subemprego”, diz ele. Natural do estado do Rio de Janeiro, o professor Luciano faz uma comparação entre sua cidade e Chapecó. Segundo ele, no Rio de Janeiro o indivíduo negro tem mais oportunidades para se sentir orgulhoso por sua cor. São vários os elementos culturais que colaboram para isso o tempo todo: a música (samba, choro, funk...), a religião (a umbanda, por exemplo, nasceu no Rio de Janeiro), a evidência visual da miscigenação do povo. “Tudo isso colabora para um sentimento de orgulho. Ainda que, não raro, esse orgulho seja falso, e se acabe na primeira entrada social de condomínio das áreas ricas. Aqui em Chapecó, como o negro não se vê, fica mais difícil ser consciente do próprio valor”, analisa ele.

Após o evento, fica a expectativa da conscientização e a luta por um mundo mais justo, com oportunidades e direitos para todos, independente de raça, religião, sexualidade e situação econômica. “A UFFS é uma universidade que nasce com o compromisso de ser ‘pública e popular’. Nossa instituição não pode se furtar a seu compromisso com a formação de professores conscientes de seu papel de agentes transformadores da realidade. Uma universidade medularente ligada aos movimentos sociais não tem o direito de ser insensível à questão racial no Brasil”, conclui ele.