terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Com clima de “Até logo”, eis os textos mais visualizados em 2013

Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)

Desde o início do segundo semestre de 2013, com a equipe Comunica reduzida se comparada aos semestres anteriores, foram produzidos vinte textos por dois bolsistas – com o auxílio dos orientadores. Os quatro textos mais acessados nesse período discursam sobre assuntos diretamente relacionados ao cotidiano de atividades acadêmicas, tanto educacionais como de integração e lazer, e um deles versa sobre a importância da doação de órgãos.

Apresentar os textos com maior número de visualizações é apenas uma forma de analisar os interesses do público leitor. Não é, de forma alguma, desconsiderar a importância dos outros temas. Por isso, nem mais e nem menos importante, o texto que despertou maior interesse entre os leitores do blog foi A UFFS pelo mundo (acesse aqui), que apresenta entrevistas com três acadêmicos da UFFS-Erechim que estão em intercâmbio através do Programa Ciência Sem Fronteiras.

O segundo texto mais acessado foi: Estudantes de Filosofia organizam a I Semana Acadêmica do curso (acesse aqui). É um texto informativo que, além de expor as principais informações do evento, contém um relato do acadêmico Andrei Pedro Vanin, discursando sobre a Filosofia Moderna e Contemporânea.

O terceiro texto trata do III JUFFS, (acesse aqui), tornando públicos alguns acontecimentos do evento esportivo de integração da universidade.

O quarto texto com mais acessos traz à tona a importância da doação de órgãos, relatando uma palestra que foi realizada na UFFS pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Santa Terezinha (acesse aqui).

Em clima de férias - mesmo sendo poucos dias -, nos despedimos do público neste ano de 2013. Em 2014, haverá espaço para novos bolsistas que desejarem aprender e compartilhar conhecimento através do projeto Comunica. Aguardem informações!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Acadêmicos de Agronomia participam do VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia

Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)

Entre os dias 25 e 28 de novembro, aconteceu, em Porto Alegre, a oitava edição do Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA): cuidando da saúde do Planeta. Entendendo a limitação do modelo da agricultura convencional no que se refere à sustentabilidade, são estudadas e desenvolvidas novas formas de relação homem-natureza. Por isso, o evento surgiu com o objetivo de promover alternativas que possibilitem avanços na área da agroecologia a partir de espaços para discussão, reflexão e troca de experiências entre os participantes.

Muitos estudantes, técnicos e professores da UFFS estiveram no VIII CBA contribuindo, participando e apresentando trabalhos de extensão e/ou pesquisa. As quatro turmas de agronomia da UFFS-Erechim participaram do evento e, assim, puderam complementar as perspectivas do curso de agronomia, bem como do futuro profissional e do desafio de desenvolver novas formas de produção.

Em paralelo ao VIII CBA, ocorreu o V Encontro Nacional dos Grupos de Agroecologia (ENGA), que reuniu mais de 500 pessoas e realizou oficinas e discussões acerca da agroecologia.

O Comunica entrou em contato com Andreia Livi e João Daniel Foschiera, estudantes de Agronomia da UFFS Erechim, que participaram dos eventos (ENGA e CBA). Andreia e João fizeram uma crítica ao CBA, com base no caráter tecnicista do evento, que não estendeu diálogo com o público da práxis agroecológica - que constrói a agroecologia no dia a dia. De acordo com os acadêmicos:

“Momentos que debatem a agroecologia são sempre ricos em conteúdos e bem vindos, principalmente para acadêmicos em formação. Isso contribui para avançarmos na construção desta bela obra chamada agroecologia”.
O destaque do evento foi o encerramento com Stephen Gliessman, da Universidade da Califórnia Santa Cruz, que desafiou os participantes do VIII CBA a modificarem suas ações diárias, com o intuito de contribuir para uma vida mais sustentável e transformar a estrutura de mercado que é um ponto chave para mudanças.

Confira algumas fotos do evento feitas por Andreia Livi:









segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Evento organizado pelo curso de Filosofia debate a “A Divina Comédia”


Jéssica Amroginski  (Engenharia Ambiental/ Erechim)


“Revisitando o Inferno com Dante Alighieri” é um minicurso organizado pelo curso de Filosofia da UFFS- campus Erechim, que acontecerá entre os dias 09 e 12 de dezembro, das 15h às 17h. A atividade será ministrada pelo professor Dr. Luis Alberto De Boni, da Universidade do Porto – Portugal.


De acordo com a professora Joice Beatriz da Costa, organizadora do evento, o curso “[...] será um estudo sobre a primeira parte da Divina Comédia: Inferno. Isto significa adentrar num ambiente de descoberta de certas concepções filosóficas e históricas de sua época, por tratar-se de um dos textos mais importantes no domínio filosófico-teológico da Idade Média. Este estudo não é, pois, apenas um revisitar uma poesia de grande valor literário, lógico e linguístico que será ministrado por professor de ampla experiência e conhecimentos nacionais e internacionais nesta área.”

Luis Alberto De Boni irá analisar o núcleo do livro Inferno de Dante a fim de contextualizar o cenário ali desenvolvido e explicar alguns temas, como Amor, Corpo, Ódio, Sofrimento e Ética, além de proporcionar o debate filosófico acerca destes temas visando a reflexão, a discussão, a atualização e o aperfeiçoamento humano - explica a professora Joice Beatriz da Costa.

O objeto do curso é Dante Alighieri, que  foi um filósofo, poeta e político italiano que viveu no século XIV. É o autor da "Divina Comédia", considerado um clássico da literatura mundial, cuja narrativa é dividida em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso.

Os interessados podem se inscrever através do email: academicofilosofiauffs@gmail.com contendo nome completo, CPF, RG e órgão expedidor. As inscrições também podem ser feitas no local.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Segunda Semana acadêmica do Curso de Ciências Sociais

Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental/Erechim)

 Neste mês, será realizada a II Semana Acadêmica do Curso de Ciências Sociais da UFFS – campus Erechim com o tema “A teoria social por suas vozes silenciadas e dissidentes”.

Cartaz de divulgação da II Semana Acadêmica do Curso de Ciências Sociais

As atividades iniciam no dia 11 de dezembro, às 13h30min, com um minicurso ministrado pelo Professor Thiago Ingrassia Pereira, do próprio campus. O evento segue até o dia 13, com programação no período da tarde e da noite. A última palestra será realizada no dia 13 às 19h15min no auditório da Escola Estadual Haidée Tedesco Reali.

As inscrições podem ser feitas no local ou via online, pelo site da UFFS (clique aqui), até o dia 06 de dezembro. Os organizadores esperam um público de 100 a 120 pessoas. As atividades são voltadas aos acadêmicos do curso de Ciências Sociais e podem participar alunos dos demais cursos da UFFS, docentes e público em geral.

Segue abaixo a programação completa:






quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Grupo Práxis do Programa de Educação Tutorial (PET)/ Conexões de Saberes realiza oficinas em escolas da região

Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)


O Programa de Educação Tutorial (PET)/Conexões de Saberes foi efetivado como proposta em 2010 e, desde então, vem desenvolvendo diversas atividades no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão. O grupo de estudos trabalha com a área educacional, a fim de problematizar e discutir questões sobre: educação popular, universidade, políticas públicas para a educação, entre outras.

A equipe atuante, chamada de Grupo Práxis, é constituída por estudantes dos cursos noturnos da UFFS/Erechim e por docentes. Uma das atividades de intervenção ocorreu nos dias 18 e 19 de novembro, com a visita às escolas dos municípios de Aratiba, Erebango e Erechim, realizando oficinas a partir do projeto de extensão incluso no programa PET.

Oficina na Escola de Erebango (Colégio Irineu Evangelista de Souza). Foto: Grupo Práxis

Oficina na Escola de Educação Básica Aratiba. Foto: Grupo Práxis

De acordo com Fernanda May, acadêmica de Ciências Sociais da UFFS/Erechim e integrante do Grupo Práxis:

O objetivo desse projeto é estabelecer um diálogo com os estudantes concluintes do ensino médio em escolas públicas da região. Nós falamos sobre a Universidade, sobre os cursos, forma de ingresso, sobre o ENEM, sobre bolsas e auxílios e buscamos problematizar com os estudantes a necessidade de realizar um curso superior hoje, bem como verificar as suas perspectivas em relação à continuidade dos estudos e a relação de incentivo por parte da escola, da família.
Durante a oficina, a equipe contextualizou a importância da UFFS, bem como seu papel para contribuir com o desenvolvimento regional. E, também, compartilhou experiências reais dos acadêmicos para com os secundaristas, mostrando as possibilidades de estudantes de ensino público e origem popular ingressarem em uma universidade, transformando a sua realidade e o seu redor.

No blog do PET (http://petconexoesdesaberes-uffs.blogspot.com.br/), é possível conhecer a equipe, obter maiores informações sobre a metodologia de atuação, além de ter acesso a outras notícias do programa.




domingo, 24 de novembro de 2013

Grupo de estudos sobre literatura inicia 

as atividades no campus Erechim



Por Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental - Erechim)

O Grupo de Estudo A narrativa brasileira de 1964 a 1985 começou nesta quarta-feira (20) suas atividades. O primeiro encontro serviu para decidir como irão prosseguir os próximos encontros do grupo, como os dias e horários compatíveis com os alunos inscritos. Além disso, discutiu-se também os textos e as narrativas que serão lidas.


O grupo é coordenado pelo Professor Roberto Carlos Ribeiro da UFFS. Graduado em Letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Guaxupé (UNIFEG), com mestrado e doutorado em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Ribeiro possui experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria da Literatura, e atua principalmente nos temas relacionados à ficção, literatura brasileira contemporânea, crítica literária e literaturas de língua portuguesa. 

A idéia do grupo, segundo o coordenador, é reunir os professores, alunos e técnicos interessados em literatura, para que analisem, interpretem e discutam narrativas produzidas, editadas, escritas no período histórico da ditadura militar:

“O intuito, também, é trabalhar com literatura, história e sociedade; a forma, ou estrutura, com que a literatura se apresenta nos textos de seus autores. Nesse período, não só, mas mais fortemente, a literatura se constrói com várias possibilidades de formatação, principalmente, porque quer apresentar essa realidade histórica e está, de certa forma, impedida pela censura, explícita ou não. Derivam daí as possibilidades de leituras polissêmicas, as alegorias, o fantástico, o maravilhoso dando suporte às narrativas”. - afirma o professor.

O grupo de estudos está apenas no começo. conforme os encontros forem ocorrendo, o Comunica divulgará as atividades aqui no nosso blog. Mais informações podem ser obtidas através do email: roberto.ribeiro@uffs.edu.br, com o coordenador das atividades
ENGENHARIA EM ATIVIDADES DE CAMPO

Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental - Erechim)

Nesse semestre os acadêmicos da turma 2010 (7ª fase) do curso de Engenharia Ambiental, do campus Erechim, estão realizando diversas atividades de campo, para verificar na prática as teorias que discutiram em sala de aula. A turma realizou uma dessas atividades de campo na cidade de Passo Fundo no final de outubro. Acompanhados pelos professores Clarissa Dalla Rosa, Gean Delise Vargas e Pedro Eugênio Bohel, os alunos conheceram uma estação de tratamento de água (ETA) e esgoto (ETE) da cidade.

Imagem: atividade de campo de Engenharia Ambiental. Fonte: arquivo pessoal.

A acadêmica Jucele Krignl diz que a visita “Foi muito interessante, porque podemos ver na prática o conteúdo visto em sala de aula, e também tivemos a oportunidade de ver de perto uma área de atuação profissional futuramente, além de entender a importância de uma implementação de ETA E ETE nos municípios, bem como suas principais atividades, benefícios e dificuldades de implantação. Vimos também alguns problemas e como solucioná-los, assim a atividade a campo realizada colaborou para melhoria do aprendizado”

Os alunos estão ainda acompanhando a execução de uma edificação de 4 pavimentos na Rua Euclides da Cunha, nº. 291, em Erechim- desde os serviços iniciais para a execução das fundações superficiais tipo sapatas. Irão continuar acompanhando a obra até a sua finalização, prevista para o próximo ano. 

Imagem: a edificação acompanhada pela turma. Fonte: arquivo pessoal.

“Visando multidisciplinaridade, este acompanhamento se faz conjuntamente a outras saídas técnicas de campo, que complementam as disciplinas de mecânica e resistência dos materiais, ciência e tecnologia dos materiais e construção civil” diz o professor Pedro Eugênio Bohel, que ministra as matérias citadas. Pedro Bohel ressalta ainda que essas saídas em campo são abertas para alunos de outras fases, assim como de outros cursos de graduação da UFFS. 

De acordo com o professor, “Esta visualização prática dos elementos teóricos é necessária ao acadêmico de graduação, e indispensável ao aluno de engenharia, que acaba por complementar elucidativamente sua graduação, visto ser a engenharia, o desenvolvimento e a materialização na prática das teorias e dos projetos científicos”. 

Para este semestre, estão previstas ainda saídas de campo para acompanhamento de aterros sanitários e barragens na região do Alto Uruguai.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

SEM FRONTEIRAS: OPORTUNIDADES EM ERECHIM


Últimos dias de inscrições para o Programa

Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia - Erechim) 

Há poucos dias, o Comunica publicou um texto (http://comunicaerechim.blogspot.com.br/2013/11/pelo-mundo.html) relatando como estão alguns dos acadêmicos - da UFFS Erechim - que viajaram para outros países através do Ciência Sem Fronteiras. O Programa, que já possibilitou experiências internacionais para diversos estudantes da UFFS e de outras Instituições de Ensino do Brasil, mantém as inscrições abertas até o dia 29 de novembro para uma nova chamada.



Os cursos que serão oferecidos para os intercambistas estão localizados em 20 países: Suécia, Reino Unido, Nova Zelândia, Noruega, Japão, Itália, Irlanda, Hungria, Holanda, França, Finlândia, Estados Unidos, Espanha, Coréia do Sul, China, Canadá, Bélgica, Áustria, Austrália e Alemanha. Os editais, divididos por país, podem ser acessados no site da UFFS  (CLIQUE AQUI E ACESSE). 

A partir de janeiro de 2014, outros(as) acadêmicos(as) da UFFS Erechim embarcarão para estudar em outros países. Uma das estudantes é a Siane Camila Luzzi, que cursa o sétimo semestre do curso de Engenharia Ambiental e vai para o Canadá em janeiro. 

De acordo com a estudante, o seu processo para o Ciência sem Fronteiras iniciou em junho deste ano, com a escolha do país em que gostaria de estudar. Os procedimentos necessários - envio de documentos e teste de proficiência – ocorreram entre junho e setembro, até que em outubro foi recebida a carta de aceite da Lakehead University, que está situada em Thunder Bay, na província de Ontário. De janeiro de 2014 até abril de 2015, a acadêmica cursará quatro meses de inglês, terá quatro meses de estágio e fará dois semestres na Faculdade de Recursos Naturais.

Nas palavras de Siane, sua expectativa: 

“Estou me sentindo ansiosa, pois será uma experiência que sem dúvida vai contar muito no meu futuro profissional, principalmente, mas também pela experiência de vida em si, conviver com pessoas de outro país, com costumes diferentes, que vivem em leis muito diferentes das nossas, que falam outro idioma. Parece que o dia da viagem, que está marcado para dia 30 de dezembro ainda está longe; mesmo faltando menos de um mês e meio, acho que só vou acreditar no momento em que eu descer do avião em solo canadense”.


Depois dessas informações e relatos de uma “pré-viagem” ao exterior, os interessados em se inscrever devem acessar o site do Programa (http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/), e baixar o arquivo Orientações para as inscrições no programa Ciência sem Fronteiras no link (CLIQUE AQUI). 


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

PROJETO DO CAMPUS ERECHIM NO PROEXT 2014


Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia - Erechim)

O projeto de extensão Gestão Local, Políticas Públicas e Desenvolvimento, coordenado pelo Professor Cléber Martins, foi aprovado pelo Programa de Fomento à Extensão Universitária  – Edital ProExt 2014,  do Ministério da Educação. Pelo Programa, “[...] as IES poderão concorrer ao financiamento de ate R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por projeto e de ate R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) por programa”.



De acordo com o professor Martins, “O Curso é organizado pelo Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Democracia e Estudos Urbanos e integra um conjunto de atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas desde 2011 na Universidade”. 

A proposta desenvolvida consiste, basicamente, em um curso de 80 horas, dividido em quatro módulos de 20 horas. Cada módulo tratará de assuntos diferentes e também será ministrado por diferentes professores. Há a possibilidade de os participantes cursarem somente um módulo de interesse. Quanto ao público alvo, esse contempla a comunidade em geral, estudantes, técnicos e gestores municipais dos municípios da Região do Alto Uruguai.


O primeiro módulo é destinado à avaliação dos efeitos e resultados do trabalho das instituições participativas – focando a região do Alto Uruguai, com o professor Cleber Martins. O segundo módulo é intitulado “Regras e procedimentos democráticos de participação do cidadão: análise das políticas públicas voltadas ao meio urbano”, e será ministrado pelo Professor Clóvis Schmitt Souza. O terceiro módulo, ministrado pela professora Maria Silvia Cristofoli, se refere aos novos mecanismos de participação cidadã: “Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e as ferramentas de análise do Plano de Ações Articuladas (PAR) desenvolvido pelos municípios”. O quarto e último módulo foi desenvolvido para oferecer aos participantes o conhecimento acerca das experiências da coleta seletiva de resíduos, e terá como ministrantes o professor Liérson Borges de Castro e a professora Débora Machado de Oliveira.


Com um tema relevante, o projeto contempla as demandas reais da sociedade relacionadas à gestão pública e desenvolvimento local, além de contribuir com os objetivos do Edital ProExt 2014 de fortalecer a extensão universitária e contribuir para a implementação de políticas públicas.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A UFFS PELO MUNDO


Acadêmicos do campus Erechim que estão fazendo intercâmbio no exterior contam ao Comunica como está sendo essa experiência


(Jéssica Amroginski – Engenharia Ambiental/ Erechim)


O programa Ciência sem Fronteiras, iniciativa de diversos órgãos do governo federal, prevê a concessão de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, permitindo que alunos da graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.


Alunos de diferentes cursos da UFFS já foram contemplados com essas bolsas do programa federal e estão estudando no exterior. O Comunica entrou em contato com alguns desses estudantes, do campus Erechim,  para que eles pudessem compartilhar um pouco mais sobre a experiência que estão tendo e como é a Universidade onde estão estudando. Eis os depoimentos de três deles:



Jhonatan Paulo Barro
Acadêmico do Curso de Agronomia da UFFS
Cidade em que está morando: Manhattan, estado do Kansas
Universidade atual: Kansas State University 


Imagem:  Universidade de Kansas. Fonte: arquivo pessoal.


A universidade possui uma estrutura espetacular. A biblioteca é enorme, possui salas para estudos, scanners e copiadoras a R$ 0,10, além de internet e inúmeros computadores. Os laboratórios, ainda não conheço muito, apenas o do curso de inglês: é ótimo, fornece computadores, fones, quadros interativos e uma estrutura moderna, com muito conforto. Os prédios tem uma arquitetura antiga mas são confortáveis e acessíveis. Enfim, é uma estrutura muito melhor das universidades que eu vi no Brasil. Quanto à moradia: eu estou morando com mais 7 brasileiros em um apartamento em um condomínio chamado “Jardines Apartaments”. É muito bonito, fica perto da academia (outra estrutura invejável da universidade a qual podemos usufruir de graça pois está inclusa em nosso plano aqui), do estádio de futebol, do ginásio do basquete, e fica dentro do campus. Os apartamentos são mobiliados e bem confortáveis. Quanto à alimentação, temos opções de 2 restaurantes aqui que possuem uma boa estrutura também. Dentro desses restaurantes temos opções de comida chinesa, italiana, fast food, mexicana e americana clássica (normal). Sem dúvida, essa experiência está sendo ótima. Já conheci muitas pessoas de países diferentes, estou fazendo cada vez mais novas amizades, conhecendo novas culturas, aprendendo coisas novas, no curso de inglês ou até mesmo na minha área de estudo (Agronomia), conversando com colegas de graduação na área e até mesmo com outras pessoas que estão aqui fazendo mestrado e doutorado. Com isso, estou muito animado para terminar bem esse intensivo de inglês para, no próximo semestre, continuar fazendo inglês e uma matéria da graduação de Agronomia. (Essa semana tivemos uma reunião onde esclareceram como vai ser no próximo semestre e, no meu caso, farei mais um semestre de inglês e uma matéria da graduação em Agronomia - faremos matrícula em novembro). Além disso, a cidade é muito bonita e tem praticamente tem tudo que precisamos - apesar de ser uma cidade pequena com cerca de 60 a 70 mil habitantes, incluindo alunos. As pessoas são muito amigáveis e estão sempre dispostas a ajudar. 

Imagem: o acadêmico Jhonatan em sua nova casa. Fonte: arquivo pessoal.

Leonardo ChechiAcadêmico do Curso de Agronomia da UFFS
Cidade em que está morando: Normal, Estado: Illinois
Universidade atual: Illinois State University

Imagem: Universidade de Illinois. Fonte: arquivo pessoal.

A universidade tem cerca de 20 000 estudantes. A maior diferença em relação ao Brasil, na minha opinião, é a carga horária dos cursos. Aqui os cursos tem duração de 4 anos, com uma média 15 a 20 créditos por semestre. Existem diversos tipos de moradia; eu moro em um prédio (18 andares) com quartos para duas pessoas e banheiros coletivos. O restaurante da Universidade oferece variados tipos de comida. Outra diferença importante é em relação aos custos: mesmo sendo uma Universidade pública, ela tem que ser paga e os planos de alimentação e moradia não são nem um pouco baratos, assim como os custos para estudar.

Com o programa Ciência sem Fronteiras estou tendo uma grande oportunidade de conhecer uma cultura diferente e aperfeiçoar meu inglês. Acredito que isto seja muito importante não só para minha vida profissional, mas também para minha vida pessoal, pois já passei por muitas dificuldades aqui, uma vez que quando cheguei aqui não tinha muitos conhecimentos em Inglês. A maior dificuldade para mim é conviver longe da minha família, namorada e amigos. Espero que essa experiência me ajude a encarar com mais facilidade os desafios não só da minha profissão, como também na minha vida e se possível poder retribuir de alguma forma ao Brasil, uma vez que o país está arcando com os custos do programa. 

Imagem: o acadêmico Leonardo pela cidade nova. Fonte: arquivo pessoal.


Andrei SignorAcadêmico do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFFS
Cidade em que está morando: Melbourne ( Capital do Estado da Victoria- Austrália)
Universidade atual: Deakin University 

Imagem: a Universidade de Melbourne. Fonte: arquivo pessoal.

Por enquanto, estou estudando apenas Inglês, mas em março iniciam minhas aulas na faculdade de Arquitetura. As aulas em geral parecem ser parecidas com o Brasil. A diferença é que em geral os períodos são mais curtos e as turmas são menores (elas funcionam mais como orientação, e os alunos tem mais tempo para estudar em casa). A universidade nos oferece uma estrutura de excelente qualidade em relação aos ambientes de estudo e uso de tecnologias. Temos seguro saúde funcionando dentro da universidade também, e diversos espaços de convivência. Quanto à moradia, você pode escolher em dividir aluguel ou morar em casa de família; eu divido aluguel, porque além de garantir maior privacidade, é mais barato e divertido. Moro com pessoas da Índia e do Sri Lanka, isso é muito bacana do ponto de vista do aprendizado cultural e mesmo do idioma. A Universidade me ajudou com todo o processo de procura por moradia, inclusive ligando para os donos das casas, pesquisando preços e marcando horários de visitações. 

A experiência está sendo única, tudo aqui é um aprendizado constante, desde o idioma, os estudos e a convivência com as pessoas. Melbourne é uma cidade linda, não me canso de admirá-la, em termos de arquitetura há muitas coisas para ver e aprender a todo o momento. Conhecer pessoas e fazer amizades também é fascinante, somos sempre convidados a conhecer novas culturas e aprender a conviver com hábitos diferenciados.

Imagem: o acadêmico Andrei pela cidade nova. Fonte: arquivo pessoal.

Para os interessados, o Comunica lembra que o Ciência Sem Fronteiras está com novos editais abertos.

Atividade do PIBID Sociologia aborda a importância da Política e da Democracia

Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental/Erechim)

A importância da política e da democracia foi o tema central de um vídeo produzido por acadêmicos do Curso de Sociologia da UFFS que fazem parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). A oficina Democracia e Representação Política, desenvolvida por esses acadêmicos juntamente com alunos da Escola Érico Veríssimo de Erechim, teve como finalidade aproximar estudantes (dos Ensinos Fundamental e Médio) aos temas relacionados com a esfera política, realizar debates e esclarecer alguns conceitos importantes sobre política com os estudantes.

Os trabalhos iniciados em abril de 2013 abordaram “[...] discussões e simulação do processo de tomada de decisões feito por alunos voluntários com a orientação dos bolsistas do PIBID Sociologia. Concluída a primeira etapa, os alunos tiveram a oportunidade de visitar o Poder Executivo (Câmara de Vereadores) e Legislativo (Prefeitura) conhecendo o funcionamento da estrutura política em âmbito municipal e dialogando com seus representantes” diz a bolsista do PIBID e acadêmica de Sociologia, Marjorie Tessie Sozo.

Ao final das atividades promovidas pela oficina, produziu-se um documentário sobre os encontros que foram realizados. Para Marjorie, “O resultado da oficina foi gratificante. Os alunos perceberam que existem outras formas, além do voto, de participar das decisões políticas e de como isso é importante. Finalmente, puderam compartilhar seu aprendizado com os demais da Escola Érico Veríssimo com a exibição do documentário em que protagonizaram os diálogos”.

O vídeo foi exibido no dia 22 de outubro para os estudantes, professores e demais funcionários da Escola Érico Veríssimo, comunidade acadêmica da UFFS e também para as autoridades do poder Executivo e Legislativo de Erechim. No encerramento da apresentação, os alunos que participaram da elaboração do vídeo receberam um certificado.



domingo, 27 de outubro de 2013

Estudantes de Filosofia organizam a I Semana Acadêmica do curso

Por Yan Bergozza (Agronomia – Erechim)

Na primeira dezena de novembro, de 4 a 8, a UFFS/Erechim sediará a I Semana Acadêmica do Curso de Filosofia: Temas da Filosofia Moderna e Contemporânea, que está sendo organizada por um grupo de discentes e docentes da universidade.
 
Cartaz da I Semana Acadêmica do Curso de Filosofia

As atividades iniciam na segunda-feira (4) com o minicurso Introdução à Filosofia de Friedrich Nietzsche. À noite, acontecerá o protocolo de abertura a partir das 19 horas, seguido da conferência: Nietzsche e a naturalização da moral, com o Professor Dr. Clademir Luís Araldi da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Além do minicurso e das conferências, a I Semana Acadêmica terá um espaço de Comunicações, que é destinado às apresentações de pesquisas desenvolvidas por acadêmicos.

A inscrição, que poderá ser feita no dia e no local do evento, possibilita o livre acesso dos interessados e é gratuita. É importante ressaltar que os acadêmicos matriculados no curso de Filosofia da UFFS/Erechim já têm suas inscrições garantidas.

O Comunica entrou em contato com Andrei Vanin, acadêmico do curso de Filosofia e integrante da coordenação do evento, que falou falou sobre a relevância do tema e da metodologia dos espaços formativos do evento:

“A filosofia moderna e contemporânea, assim como toda a filosofia, colocam questões que determinam significativamente o modo como vivemos e entendemos o mundo. A idade moderna com o paradigma do sujeito, e a idade contemporânea com o paradigma da linguagem merecem destaque numa semana acadêmica por basicamente dois motivos primordiais: o primeiro, é o interesse dos alunos pelas duas épocas e pelos temas. O segundo é abordar temas que não são muito trabalhados nas aulas. Além da preocupação com as palestras e o minicurso, tivemos o interesse também em reservar uma noite para as comunicações, um espaço para que os acadêmicos consigam mostrar suas pesquisas. A expectativa é grande, e certamente será um momento proveitoso para a formação acadêmica.”

Para obter mais informações sobre a programação e demais questões do evento, acesse: /http://academicofilosofiauffs.blogspot.com.br/

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Discutindo o Programa de Agricultura de Base Ecológica com agricultores


Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)

Na sexta feira (18), vários agricultores, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – RS (Emater) e da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e estudantes se reuniram nas dependências do Colégio Agrícola Estadual Emílio Grando para avaliar e discutir o Programa de Agricultura de Base Ecológica (PABE). O encontro ocorreu durante o Seminário Regional do PABE. 
 
Seminário Regional do PABE. Foto: Andréia Livi

Seminário Regional do PABE. Foto: Andréia Livi
O seminário, promovido pela SDR e Emater, teve como objetivo principal pensar estratégias que contemplem o PABE e suas ações de transição agroecológica. Na parte da manhã, ocorreu a fala do Secretário Estadual da SDR Ivar Pavan, que discorreu sobre a importância de criar agroindústrias para agregar valor aos produtos dos agricultores. Na sequência, Agda Ikuta, do Departamento de Agricultura Familiar da SDR, apresentou os objetivos e a metodologia de trabalho do Programa de Agricultura de Base Ecológica. Entre outras falas, os participantes do seminário se dividiram em três grupos para discutir questões correspondentes ao programa e, posteriormente, fizeram a socialização dos pontos principais discutidos. 
 

Grupo de discussão. Fonte: Andréia Livi.

Os assuntos de fomento à discussão permearam alguns eixos direcionadores, como: produção orgânica de alimentos; industrialização; comercialização; certificação; assistência técnica e extensão rural; e estratégias para avançar o processo de transição agroecológica através da organização dos agricultores.

Devido à metodologia de discussão, que teve bastante participação dos agricultores, o seminário foi construtivo e serviu de base para ampliar os conhecimentos e as perspectivas relacionadas à transição agroecológica.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Novo curso de mestrado é ofertado em Erechim

Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental - Erechim)

O campus Erechim sediará com um novo curso de Mestrado da UFFS a partir do próximo ano. A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) aprovou o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental. Na primeira seleção, serão disponibilizadas 20 vagas para o campus. A previsão para abertura da primeira turma do curso é março de 2014 e em breve será lançado o edital do processo seletivo.

O Mestrado – primeiro nível de um curso de pós-graduação - possibilita uma formação aprofundada, além de preparar profissionais para lecionar em nível superior. Um curso de Pós-Graduação se destina a formar pesquisadores em áreas específicas do conhecimento. O foco do programa do novo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu será Produção Sustentável e Conservação Ambiental, com as linhas de pesquisa em Sustentabilidade dos Agroecossistemas e Conservação dos Recursos Naturais.

Segundo a coordenadora do curso, professora doutora Helen Treichel, o curso “[...] está centrado na promoção da sustentabilidade dos agroecossistemas, desenvolvimento de tecnologias e manutenção das funções sistêmicas dos ambiente naturais. Entendemos por sustentabilidade que o uso atual dos recursos naturais não deve comprometer a disponibilidade dos mesmos recursos para as gerações futuras” . A professora destaca ainda que a criação desse mestrado “[...] vem ao encontro tanto das necessidades de estudos na mesorregião do Mercosul, quanto à meta da criação da UFFS e os princípios da Pós-Graduação da UFFS, dentre os quais destacam-se a promoção do desenvolvimento humano, cultural, socioeconômico e ambiental sustentável por meio do fomento ao ensino, pesquisa e extensão.”

Para mais informações sobre o Mestrado, basta consultar a página do Programa, no site da UFFS (CLIQUE AQUI).

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Discutindo agroecologia com a comunidade - II Seminário de Agroecologia do Alto Uruguai


Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia - Erechim)

Os dias 24 e 25 de setembro, para diversos agricultores, estudantes, professores, profissionais e pesquisadores, foram destinados ao estudo e discussão de temas relacionados à Agroecologia, no II Seminário de Agroecologia do Alto Uruguai.

Palestra realizada na UFFS mostra a importância da doação de órgãos

Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental / Erechim)


A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Santa Terezinha de Erechim realizou, no dia 25/09, uma palestra para a comunidade acadêmica da UFFS. A atividade, que foi promovida pelo Setor de Assuntos Estudantis, abordou vários aspectos importantes sobre o assunto que às vezes são desconhecidos pela maioria das pessoas.
 

De acordo com a psicóloga Luana Gasparetto Fontanella, “[...] a CIHDOTT do Hospital Santa Terezinha realiza campanhas durante o ano todo para conscientizar as pessoas e informar sobre a doação de órgãos, pois a única forma de ser um doador é informar a família e falar sobre isso em casa! Há 30 mil pessoas na lista de espera e 7000 transplantes somente são realizados. Temos muito mais chance (70 %) de estar na lista de espera do que ser um doador”.

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário deixar nenhum documento por escrito, basta apenas o doador informar sua família a respeito da sua vontade, pois a doação só será realizada com a autorização familiar, afirma Luana G. Fontanella.
 

A psicóloga falou ainda que a maioria dos casos de doação acontece com os pacientes que entram em morte encefálica (geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC). Porém, há situações em que o doador é vivo e, nesse caso, ele pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e/ou parte do pulmão.

Luana G. Fontanella encerrou a palestra dizendo que a doação de órgãos ainda é vista com certo preconceito por algumas pessoas, por isso deve-se debater sobre o assunto, para mostrar que se trata de um ato de amor e solidariedade com o próximo, um ato que pode salvar vidas! 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ETAPA ERECHIM DO III SEPE DEFINIDA

Jéssica Amroginski  (Engenharia Ambiental/ Erechim)

Os professores e acadêmicos da UFFS desenvolvem muitos projetos de iniciação nas áreas da pesquisa, da extensão e do ensino. Para poder expor para toda a comunidade acadêmica os trabalhos que são realizados na Universidade, foi criado o Seminário de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPE).



Neste ano, o evento - que está na sua terceira edição - será realizado nos dias 10 e 11 de outubro, no Campus Erechim. Durante as apresentações serão escolhidos os trabalhos que se destacarem dentro de cada área para serem apresentados na fase geral do SEPE, que acontecerá no Campus de Chapecó nos dias 11 e 12 de novembro.


As inscrições dos trabalhos para a primeira fase do evento podem ser feitas até o dia 24 de agosto. Para isso os autores devem enviar os resumos para o email cap.er@uffs.edu.br. Para maiores informações a respeito das normas de publicação dos resumos basta acessar o link do evento (AQUI).
MOSTRA TATI NO CAMPUS ERECHIM

Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental/ Erechim)

Cine Vagamundo é uma atividade que faz parte do projeto cultural In loco: Música, Cinema e Espaço Público e já suas atividades são acompanhadas em nosso blog. Nesse mês de agosto será realizada uma ação do projeto juntamente com o SESC ( Serviço Social do Comércio). O SESC é a entidade promotora da mostra Tati por Inteiro e a Universidade Federal da Fronteira Sul, em parceria realizada pela produção cultural do campus, cedeu o espaço para que o evento pudesse ser realizado. 



Francês, Jacques Tati é considerado um dos maiores comediantes da história do cinema, porém não é muito conhecido pelo público brasileiro. Suas obras estão sendo apresentadas em uma amostra que acontece em todo o país. Na UFFS, os filmes serão apresentados nas sextas-feiras (às 17h15min) e aos sábados (às 14h30min) na sala 4. 

A próxima exibição será nesta sexta-feira (16/08) e tem como título Parada (Parade, 1974). Nessa obra, Tati apresenta uma sequência de números de suas apresentações circenses, dando vida às novas mímicas de Impressions Sportives, que ele realizava no music hall

Até o final do mês serão realizadas mais 5 exibições. Seguem abaixo as datas:

17/08 - Tempo de Diversão

23/08 - Meu Tio

24/08 - Carrossel da Esperança

30/08 - Exibição dos curtas-metragens: Cuida da tua esquerda!Tati: Seguindo os passos do Sr. HulotA escola dos carteirosCurso Noturno.

31/08 - Exibição dos curtas-metragens: Cuida da tua esquerda!Tati: Seguindo os passos do Sr. HulotA escola dos carteirosCurso Noturno.

O evento é aberto tanto para a comunidade acadêmica quanto para a comunidade externa.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Trabalhando a Questão Agrária para além do campo

Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)

Diversas instituições do Rio Grande do Sul (elencadas ao final deste texto) estão atuando em conjunto para a promoção de dois Seminários sobre a questão agrária no RS: I Seminário Regional de Educação do Campo: Projetos Político Pedagógico de Escolas do Campo no RS; e I Seminário Regional de História Oral: A memória da luta pela Reforma Agrária na Fronteira Sul do Brasil.
 
 


Como consta no blog do evento (clique aqui), o objetivo é “possibilitar espaço de problematização das especificidades e recorrências que caracterizam as dimensões socioeconômicas, políticas e culturais dos espaços rurais”. Ou seja, o evento busca ser um espaço de debate e reflexão para avaliar os motivos que influenciaram e ainda influenciam as características do meio rural do RS, destacando a divisão fundiária como um dos principais fatores. Os dois seminários, na essência, se complementam por tratarem da história da luta pela terra e da educação do campo, que são questões vistas de forma indissociável.

O evento será entre os dias 2 e 4 de Outubro, tendo como espaço físico a UFFS e a URI Erechim. A metodologia foi programada com cinco momentos: Conferências, painéis, apresentação de trabalhos, projeto cultural e o momento de avaliação. Foram delimitados oito grupos de trabalhos divididos em áreas específicas.

Para se inscrever na modalidade “ouvinte”, a inscrição encerra em 15/09. Para quem deseja apresentar trabalhos, deve se inscrever até 15/08.
 
Para maiores detalhes, acesse: http://seminarioeducacaocampoerechim.blogspot.com.br/

__________________

Entidades Promotoras: Comitê de Bacias Hidrográficas; Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural- EMATER/RS; Federação dos Trabalhadores da Agricultura - FETRAF Sul; Fundação Nacional do Índio – FUNAI; Instituto Federal de Educação, Ciência E Tecnologia do Rio Grande Do Sul – IFRS; Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul 15 CRE – Erechim; Secretaria Municipal de Educação de Erechim; Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS; Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI; Via Campesina.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Turma de Agronomia em aula “alternativa”

Acadêmicos do curso de Agronomia participam de curso de Permacultura, Práticas de Agricultura Orgânica e Biodinâmica


 Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim) 
 
A rotina acadêmica da disciplina de Agroecologia I estava baseada, praticamente, em estudos de materiais acadêmico-científicos e nas discussões resultantes dos artigos. Porém, na última sexta feira (26-07), para transcender a metodologia de ensino em sala de aula, os alunos passaram o dia na Casa do França - oficina de permacultura em Erechim -, em um curso focado em técnicas de agricultura orgânica, agricultura biodinâmica e bioconstruções (permacultura).

Na parte da manhã, os acadêmicos conheceram o sítio e foram apresentados ao embasamento teórico necessário para posteriormente iniciarem as práticas. De início, Diego França (ministrante do curso) falou sobre hortas Mandalas, que tem formato circular, sobre algumas técnicas para a confecção desta e sobre o preparo do composto orgânico a ser utilizado. Ainda pela manhã, os alunos aprenderam a fazer amarração de bambus para a construção de estruturas. E, após o almoço, os estudantes construíram a estrutura geodésica de frequência I (foto 1), utilizada para cobrir hortas ou espirais de ervas.

Foto 1 - Estrutura geodésica de frequência

Em sequência às atividades, iniciou-se a apresentação sobre agricultura biodinâmica – fundamentada teoricamente, e principalmente, por Rudolf Steiner no início do século XX. Após conhecer algumas particularidades desta corrente da agricultura, os estudantes realizaram a prática de produção de um composto biodinâmico (fotos 2 e 3). Para finalizar o curso, foi realizada a prática de bioconstrução, ou seja, os estudantes em conjunto com o ministrante prepararam um material orgânico com terra, água, areia e palha para compor uma parede de Pau a pique (foto 4).

Foto 2 - Composto biodinâmico
Foto 3 - Composto biodinâmico
Foto 4 - Prática de bioconstrução

Para o biólogo, permacultor e agricultor biodinâmico Diego França, “As práticas de campo são fundamentais para o bom aprendizado dos acadêmicos; tendo em vista que a maior parte das técnicas utilizadas no sítio foi resgatada de antigas tradições, as quais são consideradas ultrapassadas nos dias de hoje, devido à velocidade do progresso. O futuro está no passado”.

Essa atividade, portanto, contribuiu para o aprendizado dos estudantes da disciplina de Agroecologia I, mostrando a importância de aliar os conhecimentos tradicionais e populares com a ciência. Além disso, afirma a importância da inserção de componente prático em algumas disciplinas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Atividade complementar de formação: "I Seminário de Estudos em Processos Pedagógicos na Educação Básica"


Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia / Erechim)

A especialização em Processos Pedagógicos na Educação Básica - oferecida pela Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Erechim - é mais um alicerce da academia para cumprir sua missão institucional e atender às demandas regionais de formação de professores em educação básica.

Em processo de conclusão, o curso está organizando um evento para os dias 18 e 19 de Julho, intitulado I Seminário de Estudos em Processos Pedagógicos na Educação Básica, que será promovido no auditório da UFFS Erechim. As inscrições, gratuitas e limitadas (150), podem ser realizadas até 15 de julho, através do e-mail: seminarioprocessospedagogicos@gmail.com.

I Seminário de Estudos em Processos Pedagógicos na Educação Básica. Fonte: UFFS


De acordo com o Informativo no site da UFFS (Clique aqui), para o “o coordenador do curso, professor Roberto Rafael Dias da Silva, o objetivo [do evento] é socializar as pesquisas produzidas pelos estudantes com a comunidade acadêmica e externa”.

A programação do I Seminário de Estudos em Processos Pedagógicos na Educação Básica está dividida em Mesas Temáticas e Palestras, sendo ministradas por docentes da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal da Fronteira Sul e Universidade de Caxias do Sul.

Confira os detalhes da programação, clicando na figura abaixo:

Programação do evento.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Experiência internacional: Ciência Sem Fronteiras

Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)

A partir de Julho, estudantes da UFFS que estão inscritos e aprovados no Programa Ciência Sem Fronteiras estarão viajando rumo a outros países para iniciarem efetivamente o intercâmbio com outras instituições. De acordo com o site (Clique aqui), o “Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional”.

Logo do Programa Ciência Sem Fronteiras.


Através do link (clique aqui) é possível ler os relatos de alguns estudantes dos cinco campi da UFFS sobre as prováveis experiências internacionais que cada um terá, e suas expectativas.

Da UFFS-Erechim, Leonardo Chechi, estudante do curso de Agronomia, foi um dos selecionados pelo Programa e estará exercendo as atividades da bolsa na Universidade Estadual de Illinóis nos Estados Unidos da América. Em entrevista ao Comunica, ele comentou sobre sua expectativa e também sobre os momentos de indecisão. Segundo ele, ainda não é possível mensurar o impacto desse intercâmbio na sua formação profissional, mas ele já reconhece como positivos o fato de obter mais conhecimento, aprender outra língua, conhecer e conviver com pessoas de culturas diferentes, entre outros.

Sem sombra de dúvidas, experiências como essa são de extrema importância. Os alunos que quiserem participar desse Programa devem ficar atentos aos prazos de inscrição e as normas do Programa. Todo semestre, novas vagas são oportunizadas para comunidade estudantil da UFFS.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Forma de ingresso na UFFS e a Lei de cotas


Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)

A forma de ingresso acadêmico à Universidade Federal da Fronteira Sul tem, nos últimos anos, se destacado em nível nacional. Objetivando o desenvolvimento meso-regional, a instituição teve uma forma de implantação diferenciada das demais instituições federais do Brasil e conseguiu – através do “fator escola pública” juntamente com a nota do ENEM – atrair mais de 90% de estudantes oriundos de escola pública. Além do diferencial seletivo da instituição, alguns cursos de graduação também surgem de forma alternativa, ou seja, têm ênfases que foram demandas regionais defendidas pelos movimentos sociais da região Sul do Brasil (Ex.: Agronomia – ênfase em agroecologia; Engenharia Ambiental e Energias Renováveis).

Com a nova Lei de cotas, sancionada em agosto de 2012 (Lei nº 12.711), – que garante 50% das vagas de Instituições Federais para sujeitos advindos de escola pública e, também, regulamenta um percentual das vagas para pretos, pardos e indígenas – a UFFS, no último processo seletivo (2013), incluiu à sua política de ações afirmativas a forma de ingresso através das cotas raciais. A partir da nova Lei, a UFFS transcende a exigência de 50% das vagas para alunos oriundos do ensino público e oferece o número de vagas por curso proporcionalmente à porcentagem de alunos matriculados no ensino médio na rede de ensino público. Ou seja, a divisão das vagas em cada estado – PR, SC, RS - será diferente. Dessa forma, 86% das vagas da UFFS-SC serão destinadas a alunos oriundos de escolas públicas; na UFFS-RS, as vagas correspondem a 89% e na UFFS-PR, 87% das vagas são para alunos da rede pública.

Érica Fraga produziu um texto para o Jornal Folha de São Paulo, problematizando a nova lei de cotas (Lei nº 12.711-2012). A referência utilizada para o texto foi um estudo realizado pelos pesquisadores Fábio Waltenberg e Márcia de Carvalho da Universidade Federal Fluminense, com base em dados de 2008 do Exame Nacional de Estudantes. Com o estudo, constatou-se que alunos cotistas têm desempenho inferior (9,3% menor) entre os universitários e, de acordo com o texto, para Waltemberg “com a ampliação da política de cotas (que atingirão 50% das vagas das federais até 2016), é possível que o hiato entre as notas se amplie”.

A UFFS não está incluída na pesquisa, e ainda não formou nenhuma turma, por isso, não há elementos avaliativos de desempenho para formular críticas concretas sobre o método de inclusão adotado por esta instituição. Mas ainda assim, apesar das pesquisas indicarem inferioridade de desempenho de alunos cotistas no Brasil, o fato de uma instituição federal ser frequentada por mais de 90% de alunos advindos de escolas públicas consolida a importância dessa forma de inclusão.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Curso de Geografia da UFFS-Erechim é reconhecido pelo MEC

Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental/Erechim)


A regulamentação dos cursos de graduação é feita pelo Ministério da Educação (MEC), para isso, são realizadas avaliações conduzidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Em universidades federais, os procedimentos regulatórios dos cursos de graduação (presencial) incluem o reconhecimento de curso e a renovação de reconhecimento, que são as condições obrigatórias para a validação dos diplomas. Esse processo de reconhecimento é feito quando o curso atinge entre 50% e 75% de integralização da sua carga horária.

Na UFFS-campus Erechim, o curso de Licenciatura em Geografia foi o primeiro a ser regulamentado pelo Ministério da Educação. Parte dessa avaliação ocorreu entre os dias 19 e 22 de maio de 2013 quando uma comissão veio à Universidade para avaliar critérios exigidos pelo MEC. Para ser regulamentado, os seguintes critérios são observados: organização didático pedagógica, corpo docente e tutorial e infraestrutura.

Para a Professora Coordenadora do Curso, Juçara Spinelli, o reconhecimento do Curso de Geografia “[...] representa o resultado de um esforço conjunto para oferecer aos alunos excelência no ensino superior. Ao curso foi atribuída nota 4, em uma escala de 0 a 5. O resultado do reconhecimento do curso expressa que o Ministério da Educação (MEC) avaliou, sob critérios legais, que a Instituição atende as normas exigidas, que o Curso está plenamente apto à formação na área e que o egresso possui todas as prerrogativas para uma formação de qualidade. Portanto, ao concluírem seus estudos, os alunos terão o diploma validado pelo MEC.”

sexta-feira, 7 de junho de 2013

III Encontro Regional de Agroecologia – Sul em Erechim

Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)


O último “feriadão” - dias 30 e 31 de maio e 1 e 2 de junho - de diversos acadêmicos de universidades federais do Sul do Brasil, foi destinado a participação no III Encontro Regional de Agroecologia – Sul (III ERA-Sul), ocorrido no Colégio Agrícola Estadual Emílio Grando em Erechim.

O evento, organizado por universitários da UFFS que fazem parte da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), uniu estudantes de diversos cursos da UFFS, justificando o caráter interdisciplinar do evento. O encontro contou com aproximadamente 250 estudantes advindos das Instituições de Ensino: Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; Universidade Federal do Paraná - UFPR, Campus Curitiba e Litoral; Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS; Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Campus Erechim, Cerro Largo e Laranjeiras do Sul; Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, Campus Santa Maria e Frederico Westphalen e Universidade Federal de Pelotas – UFPEL. Além disso, também participaram agricultores, profissionais técnicos e professores.

No primeiro dia (30 de maio), aconteceu a abertura oficial do evento. E, posteriormente, iniciou-se o Painel Principal 1, Agroecologia: contraponto ao modelo atual, cujo objetivo foi contrapor a Agroecologia ao modelo convencional predominante de agricultura, bem como debater sobre os desafios da assistência técnica e extensão rural para modelos de agricultura baseados na Agroecologia.

O Painel Principal 2, no dia seguinte (31 de maio) pela manhã, teve como foco o diálogo sobre Juventude Rural. Neste, foram propostas soluções para a permanência do jovem no campo e foram discutidas questões sobre as políticas públicas de desenvolvimento rural e de que forma os incentivos contribuem - efetivamente - para a sucessão familiar. À tarde foi destinada para oficinas e vivências: Produção de morangos orgânicos; Agrofloresta com laranjeiras; Aquecedor solar comercial; Cromatografia; Agricultura biodinâmica e bioconstrução e Produção Agroecológica Integrada e Sustentável.

O terceiro dia de Encontro - sábado (1 de junho) - “acordou” mais agitado. No início da manhã, os participantes foram destinados para o centro de Erechim com o objetivo de realizar um diálogo com a sociedade – mesmo com o tempo chuvoso. O diálogo ocorreu na Feira Ecológica do bairro São Cristovão, na feira da Cooperativa Nossa Terra. Depois disso, os encontristas realizaram um manifesto (veja algumas fotos abaixo) em frente ao Mc Donald’s em defesa da Soberania Alimentar e também em crítica às propagandas enganosas realizadas pelas empresas “Fast Food” em geral. Já no período da tarde, aconteceram três mesas redondas tratando dos temas: Experiências de cooperativas e de agricultores; Diálogo com o Movimento das Mulheres Camponesas; Histórico da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB).

 
Manifestação em defesa da Soberania Alimentar. (Foto: arquivo pessoal)




Finalizando o III ERA-Sul, o quarto dia (2 de junho) foi destinado para o Painel Principal 3: Universidade Popular, que foi ministrado pelo vice reitor da UFFS, Antônio Inácio Andrioli e pelo membro da Coordenação Nacional da FEAB – gestão 2012/2013 Cruz das Almas, Bahia -, Jefferson Duarte Brandão.
 
Painel III. Antônio I. Na mesa, da esquerda para a direita: Andreoli e Jefferson Brandão. (Foto: arquivo pessoal)

Parafraseando um post antigo (Clique aqui para ver o texto) que informava que o III ERA-Sul seria sediado em Erechim, conclui-se: “Encontros como esses, de estudantes, justificam que a formação profissional dos acadêmicos não acontece somente através de aulas, dentro na universidade. ‘Se iremos trabalhar com, e para a sociedade, nada melhor do que estudar e agir junto com.”

Como mensagem final do encontro, entendendo que como estudantes temos muito o que apreender, mas também muito a construir socialmente: "Jovens, não criem barreiras, apenas quebrem as que já existem na sociedade". (Micael M. Dutra, acadêmico de Agronomia da UFFS/Erechim).

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Analisando a estrutura física da UFFS Erechim

Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)

Sabe-se que a Universidade Federal da Fronteira Sul teve uma criação “improvisada” (aluguel e empréstimo de estrutura), mas com intuito de atender às demandas sociais regionais e de oferecer ensino público e de qualidade para os ingressantes. É importante fazer essa referência ao processo de construção da nossa universidade para que não haja ambiguidades em torno do assunto e para evitar que por ventura venham apontar críticas para uma “direção torta”.

O fato é que se passaram mais de três anos, desde que o projeto de lei de sua criação foi sancionado (15-09-2009), e os espaços físicos da Universidade continuam sendo os provisórios. Em Erechim, atualmente, os acadêmicos da UFFS contam com três locais distintos para frequentar as aulas – não acontece com todas as turmas, mas algumas chegam a frequentar os três locais durante a semana -, ressaltando que a biblioteca e o Xerox estão localizados na unidade provisória, no Seminário Nossa Senhora de Fátima, gerando maiores dificuldades na rotina estudantil de quem tem aulas nos diferentes locais.

Em uma discussão sobre o tema “Universidade Popular”, no III Encontro Regional de Agroecologia, o vice-reitor da UFFS Antônio Inácio Andrioli comentou o fato de que a universidade previa estar em funcionamento nos campi definitivos ainda em 2012. Apesar do atraso, Andrioli disse avaliar as obras de forma positiva ao compará-la com a suposta maioria de obras públicas que sofrem um processo mais longo de finalização. Adicionado a isso, ele ressaltou a alta qualidade dos espaços físicos que estão em construção.

Dialogando com alguns estudantes de diversos cursos, obteve-se concordância em quase todos os aspectos. Para incorporar elementos ao texto, o acadêmico Micael M. Dutra, do curso de Agronomia, contribuiu para o debate com uma análise sobre a construção da Universidade Federal da Fronteira Sul:

A Universidade Federal da Fronteira Sul implantada em Erechim para atender às demandas da Região do Alto Uruguai, passa por um processo de implantação, desde 2010, de suas estruturas definitivas que se encontram em fase de construção. Foram disponibilizados oito cursos, sendo três diurnos e cinco noturnos, e o uso das estruturas do Seminário Nossa Senhora de Fátima nos anos iniciais da Universidade garantiram, além de estrutura, a localização apta a receber alunos com a maior brevidade possível ainda em 2009. Decorridos três anos após o início das atividades de aula, ingressaram na UFFS-Erechim aproximadamente 1.200 estudantes, e o fato é que se criou certo comodismo entre os acadêmicos em reivindicar a remoção para o campus definitivo. O que agrava a necessidade de uma pressão por parte do movimento estudantil e mesmo por outros setores da UFFS é que neste sétimo semestre estão acontecendo aulas em três espaços diferentes – Escola Érico Veríssimo, Escola José Bonifácio, e Seminário – o que tem dificultado a vida dos estudantes da UFFS, quanto ao deslocamento, quanto à assessoria da UFFS e outros seguimentos que não foram preparados e não estão nestes espaços para auxiliar os estudantes. E, além disso, a comunidade da UFFS entra em um processo de comodismo, devido algumas facilidades que temos em morar no centro urbano, mascarando a preocupação a respeito da data para a mudança para o campus definitivo bem como debater estruturas para o mesmo.

Como se percebe, essa opinião estudantil expressa críticas à universidade pela falta de espaços definitivos, bem como uma clara autocrítica relatando a falta de reivindicações.

A universidade – âmbito estrutural, didático e de conhecimento - é construída justamente a partir dos debates que são gerados entre os estudantes e entre os outros diversos setores universitários. Portanto, tendo clareza da importância da existência da UFFS para além da vida acadêmica e para a região do Alto Uruguai Rio Grandense, reafirma-se a necessidade de discutir os temas relativos à estrutura atual universitária focando o progresso das construções e a qualidade de ensino que é composta por muitos elementos – não somente “sala de aula, professor e aluno”.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Luta contra à homofobia

Jéssica Vargas (Letras/Chapecó)
O cartaz de divulgação do evento.

Aconteceu, na tarde do dia 21 de maio, o evento “Luta contra à homofobia”, na Universidade Federal da Fronteira Sul, em Chapecó. O evento foi promovido pelo Coletivo de docentes, estudantes e técnicos na luta contra a violência. Esta iniciativa da UFFS contou, também, com a presença de alunos das escolas públicas que participam do PIBID, projeto da Universidade de iniciação à docência. Houve a exibição do filme ''Minha vida em Cor de Rosa'', seguida de debate sobre o filme e o preconceito contra os homossexuais.
O acadêmico Daniel Santos, da 6° fase de Geografia, esteve presente no evento, e afirma que esta iniciativa da UFFS é muito importante, pois há necessidade de criar estes espaços de diálogo e discussão sobe os direitos desta comunidade: ''É um pontapé inicial, a gente espera que esse projeto aumente, e possa chegar em outros espaços na comunidade externa'', afrma Daniel Santos.
O filme ''Minha Vida em Cor de Rosa'' conta a história de uma criança que pensa ser uma menina presa em um corpo de menino. Segundo o estudante de Geografia, a escolha do filme foi coerente, pois consegue discutir muitos pontos importantes, como a questão da aceitação e de como a sociedade lida com isso. ''O filme é de 1997, mas a gente começa a perceber que esta é uma realidade presente, uma realidade cotidiana'', relembra o acadêmico.
O debate abordou teorias do ponto de vista histórico, cientifico, do senso comum e a necessidade de conscientização da homofobia. Para Daniel Santos, a conscientização da homofobia, deve começar pela educação: ''Todos os problemas sociais que nós temos, de alguma forma remete à educação. As escolas não sabem ainda incluir o homossexual... Quando a professora se depara com aquela criança, não sabe como incluir, como lidar com aquilo''.
Questões sobre como incluir o homossexual, evitar constrangimentos, agressões e bullyng contra os que não seguem o padrão social estabelecido, ainda estão ausentes do sistema educacional e da formação de professores. No plano político, o Ministério da Educação elaborou um projeto para distribuir material sobre os preconceitos contra opções sexuais, mas o projeto foi abortado, porque houve muita polêmica e recusa do público escolar. 
Daniel Santos sintetiza assim as discussões do encontro: ''Esta comunidade não está nem lutando por direitos, direito é uma coisa que vai demorar pra ser alcançada, esta parcela social está lutando por respeito, respeito ao próximo nas suas diferenças''.