quinta-feira, 28 de junho de 2012

Rio+20, uma viagem para a sustentabilidade


Por Willian Moura (Ciências Naturais/Realeza)

Acadêmicos dos 5 campi da UFFS embarcaram na quinta-feira, 14 de Junho, com destino ao Rio de Janeiro, excepcionalmente para a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a popular Rio+20.

Os acadêmicos se dirigiram para a Cúpula dos Povos, localizada no Aterro do Flamengo, onde estavam stands com shows e palestras sobre cultura dos povos, principalmente os de origem afro e indígena.



Acadêmicos na Cúpula dos Povos

Conversando com o Comunica, o acadêmico de Engenharia Ambiental do campus Cerro Largo, Adriano Cunha, contou um pouco sobre a sua participação no evento: “A Rio+20 foi um grande impulso na minha carreira acadêmica. Digo impulso porque ainda estou no primeiro semestre e me faltava motivação para continuar. A Conferência me mostrou que, mesmo que a situação do meio ambiente esteja complicada, os governantes ainda se preocupam e investem muito dinheiro em tecnologias para tornar o mundo mais limpo.” 


Outro ponto de grande importância na conferência e que foi visitado pelos acadêmicos é o Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, local que estava destinado aos stands das regiões brasileiras e de alguns países que estavam participando da Rio+20. Adriano diz, de uma maneira ampla, como notou a preocupação dos países que ali estavam com relação ao tema sustentabilidade. “Simplesmente, ao olhar para cada pavilhão no Parque dos Atletas, notei o quanto alguns países investiram no que seria um momento único de se mostrar presente na causa, já outros nem tanto. Fiquei impressionado com a estrutura e simpatia do pessoal do Qatar e da Itália, e com o descaso e pouca disponibilidade de materiais nos stands da Alemanha e EUA.”


                                                                      Willian Moura/Comunica

Um café sustentável no Stand da Itália
 

Finalizando, Adriano comenta sobre a importância da miscigenação das culturas em um único lugar, que isto “acabou me ajudando a diminuir algumas ignorâncias e a compreender que cada um vive uma realidade diferente. Principalmente os indígenas brasileiros, que se fizeram presentes na maioria dos eventos e marchas.”



                                                                      Willian Moura/Comunica

Adriano Cunha e uma das diferentes culturas que se encontravam na Rio+20


O evento conta com a participação de Delegações de 193 países membros da ONU (Organização das Nações Unidas), os quais têm trabalhado nos stands para trazer um pouco dos projetos ambientais e de sustentabilidade de cada nação.

Diego Calisto, acadêmico do Curso de Medicina Veterinária do campus Realeza, disse ao Comunica que, no seu ponto de vista, o evento foi uma maneira de ajudar a conscientizar a população ainda mais sobre estes problemas ambientais que, lentamente, estão afetando o planeta. “Ainda há muito a ser feito para alcançarmos de fato a sustentabilidade. A humanidade está, sim, agindo em favor do meio ambiente; só falta a conscientização geral da sociedade!”

Ainda em conversa, Calisto comentou sobre como é bom que haja um interesse governamental no mundo inteiro envolvendo estas políticas sustentáveis: “a Rio+20 tem importância relevante, tanto na esfera nacional como na esfera global. Já ocorreram outras conferências nesse âmbito, como, por exemplo, a Eco92, que foi também no Rio de Janeiro, e, também, as conferências de Copenhague e de Kyoto, além de outras que não ganharam tamanha importância.”   

                                                                     Willian Moura/Comunica

No Parque dos Atletas, um espaço com esculturas de algodão
 naturalmente colorido

A Rio+20 é apenas uma maneira de mostrar para a população do planeta que o mundo precisa de ajuda, e que cabe a cada um fazer a sua parte, principalmente nas pequenas coisas do dia-a-dia. Adquirir hábitos como fazer xixi no banho podem fazer toda a diferença!

Seja sustentável você também!

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