quarta-feira, 11 de julho de 2012

Monitoria acadêmica: uma metodologia para a formação universitária

Por Darline Balen (Engenharia Ambiental/Erechim)


Em maio deste ano foram disponibilizadas oito bolsas de monitoria para os cursos da UFFS-Campus Erechim (ver: ). A função de monitor está regulamentada pela Lei Federal n.º 5.540, de 28 de novembro de 1968, cujo Art. 41 afirma que “As universidades deverão criar as funções de monitor para alunos do curso de graduação que se submeterem a provas específicas, nas quais demonstrem capacidade de desempenho em atividades técnico-didáticas de determinada disciplina.” 1

Desde o início dessa atividade, o programa de monitoria tem se mostrado vantajoso para os alunos, para o aluno-monitor e para o professor.

Para os alunos, este programa proporcionou a organização de grupos de estudo e o esclarecimento de dúvidas que muitas vezes, devido a falta de tempo, não eram questionadas em sala de aula. “Fiquei muito satisfeita com a monitoria ofertada. Este programa deveria ser estendido para as demais disciplinas”, relata Rosane Signor, acadêmica do curso de Filosofia.

Já para os alunos-monitores, este programa auxiliou no aprofundamento e na consolidação do saber. Possibilitou também o desenvolvimento de métodos de ensino para auxiliar na explicação de conceitos e maneiras de como se tratar certo problema, tornando a visão do aluno-monitor muito mais ampla.

Para os professores da disciplina, a monitoria proporcionou a redução das explicações extra-classe, pois ao invés de explicar para todos os alunos da turma que possuíam dúvidas (em horário alternativo), o professor pode explicar somente para um aluno, o aluno-monitor, e este repassa as explicações para os demais alunos da disciplina. Assim, o professor também consegue se dedicar a outra atividades institucionais, como a pesquisa e a extensão.

Para muitos alunos que não têm a possibilidade de esclarecer as dúvidas diretamente com o professor, por questões de horário, o aluno-monitor proporciona um horário extra (e mais flexível), aumentando assim, as possibilidades de aprendizado. Segundo professor José Mario Grzbowski, "Para o aluno, a principal vantagem é a atenção individualizada que pode ser dispensada ao seu processo particular de aprendizado. Para o professor, a possibilidade de ampliar sua atuação extra-classe por intermédio dos monitores."

Visto a importância dos programas de monitoria, elas continuarão no próximo semestre. Porém, haverá troca de disciplinas que serão monitoradas de forma a acompanhar as disciplinas cursadas pelos acadêmicos.

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1 SENADO FEDERAL: Subsecretaria de Informações. Disponível em: . Acesso em: 27 jun. 2012.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Técnicos administrativos da UFFS/Realeza aderem à greve federal

Por Vanessa Pagno (Ciências Naturais/Realeza)

Na última terça-feira, 26 de junho, técnicos administrativos do Campus Realeza se reuniram em uma assembleia geral, na qual decidiram a deflagração de greve a partir de segunda-feira, 02 de julho, acompanhando a pauta nacional da categoria representada pela Federação dos Servidores das Universidades do Brasil (FASUBRA).
De acordo com o técnico administrativo Ivandro Carlos Valdameri, na assembleia houve a participação de 43 dos 47 técnicos da Universidade, sendo que destes 41 votaram para decidir se haveria ou não a greve. Foram 25 votos favoráveis à greve, 6 contrários e 10 abstenções.

                                                                                                                    André Pimentel/UFFS
Votação que decidiu a deflagração de greve
Ivandro também explicou, em conversa com o Comunica, que a partir de segunda-feira, apesar de não haver trabalhos, os técnicos estarão na universidade para discutir questões da greve, construindo comissões internas para a mobilização de greve e que, dentre outras, “será constituída uma comissão de ética que julgará caso a caso as questões emergenciais, que necessitem de encaminhamentos pontuais, pois é possível que em casos específicos haja atendimento”. Dentre estes casos emergenciais, Ivandro destaca que um deles é, por exemplo, o pagamento de bolsas permanências e auxílios da Secretaria de Assuntos Estudantis (SAE), pois isso afeta a manutenção dos estudantes e não há a intenção de prejudicar os estudantes neste sentido.


La Broma grava radionovela


Grupo de Teatro La Broma realiza gravação de radionovela em Ampére – PR


Por Eduardo Alves dos Santos (Letras Português e Espanhol/ Realeza)

Na manhã do dia 21 deste mês, o já conhecido Grupo de Teatro La Broma, do qual faço parte, se deslocou da UFFS - Campus Realeza até a cidade de Ampére, a qual faz divisa com o município de Realeza, para realizar, na Rádio Comunitária Interativa 91,7, a gravação da radionovela que o grupo vinha organizando há aproximadamente três meses. A radionovela pode ser considerada como sendo uma parte do espetáculo encenado pelo grupo, Marcelo, Membrillo, Martillo: Marcelo, Marmelo, Martelo. Este espetáculo faz parte da programação que o grupo organizou para o primeiro semestre deste ano.


                                                                          Éder Damer/ UFFS

Renata Orlandi, Denise Felicetti e Pedro Dettoni, realizando a 
gravação de uma das cenas da radionovela


Literatura e Fotografia


Fim de semana com oficinas de literatura e fotografia na UFFS – Campus Realeza


Por Eduardo Alves dos Santos (Letras Português e Espanhol/Realeza)

e Vanessa Pagno (Ciências Naturais/Realeza)



No último sábado, 23 de junho, foram oferecidas na Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza mais duas oficinas, literatura e fotografia, as quais estão inseridas no cronograma do Festival de Inverno que acontecerá na instituição no mês de agosto deste ano. Antes desse sábado, já havia sido oferecida no campus a oficina de música. As oficinas se estenderam durante todo o sábado, sendo que pela manhã quem conduziu a oficina de literatura foi o professor Ms. Saulo Gomes Thimóteo e à tarde o professor Dr. Sérgio Roberto Massagli; quem ficou a frente da oficina de fotografia, nos dois períodos, foi o fotógrafo profissional Cleiton Piazentini.

Quem participou da oficina de fotografia, ministrada por Cleiton Piazentini, pôde ter uma noção de como antigos fotógrafos trabalhavam com máquinas analógicas, a quantidade de pixels registrados pelas máquinas fotográficas, quantidade de DPIs (número de pontos por polegadas que cada imagem tem), funções das máquinas fotográficas, velocidade, abertura da lente, ISO (sensibilidade dos filmes para tirar fotos em ambientes com pouca ou muita iluminação), foco e enquadramento de uma imagem. Além disso, puderam também ver como se edita fotos no photoshop, para deixar as imagens mais claras ou mais escuras, mudar a cor, tirar olhos vermelhos e pintas, aumentar ou diminuir o tamanho da imagem, dentre outros.

A acadêmica Alexandra do Amaral, 3ª fase de Licenciatura em Ciências, participou da oficina de fotografia e disse, em conversa ao Comunica, que a oficina foi muito proveitosa, já que ela pôde ter uma noção de como eram as máquinas analógicas, que além de antigas e pesadas, não eram tão práticas quanto às de hoje e pôde ter uma noção de como devemos tirar fotos adequadamente, mesmo com máquinas amadoras.
                                                                    Vanessa Pagno/Comunica

Cleiton falando sobre os efeitos das máquinas analógicas, 
durante a oficina

Rio+20, uma viagem para a sustentabilidade


Por Willian Moura (Ciências Naturais/Realeza)

Acadêmicos dos 5 campi da UFFS embarcaram na quinta-feira, 14 de Junho, com destino ao Rio de Janeiro, excepcionalmente para a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a popular Rio+20.

Os acadêmicos se dirigiram para a Cúpula dos Povos, localizada no Aterro do Flamengo, onde estavam stands com shows e palestras sobre cultura dos povos, principalmente os de origem afro e indígena.



Acadêmicos na Cúpula dos Povos

Conversando com o Comunica, o acadêmico de Engenharia Ambiental do campus Cerro Largo, Adriano Cunha, contou um pouco sobre a sua participação no evento: “A Rio+20 foi um grande impulso na minha carreira acadêmica. Digo impulso porque ainda estou no primeiro semestre e me faltava motivação para continuar. A Conferência me mostrou que, mesmo que a situação do meio ambiente esteja complicada, os governantes ainda se preocupam e investem muito dinheiro em tecnologias para tornar o mundo mais limpo.” 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Paralisação dos discentes: movimento legítimo?

Comunica/Erechim

Como forma de apoio as reivindicações dos docentes da UFFS, alguns discentes, entre os dias 15, 18 e 19 do mês de junho, paralisaram suas atividades. Os alunos questionam, segundo consta em uma ata de Assembleia feita pelo DCE, no dia 14 de junho de 2012, “a forma autoritária que o Campus de Passo Fundo e o curso de Medicina será implantado” e sobre a “falta de estrutura da universidade e professores.” A acadêmica Leidiane Aparecida da Cruz, do curso Ciências Sociais, afirma que “nenhum de nós é contra a extensão de ensino, mas com qualidade, não quantidade. Não estamos discutindo o local, mas porque a universidade não consultou o campo acadêmico sobre essa decisão.” André Tonet Ponciano, acadêmico do curso de Geografia, afirma que “Passo Fundo merece o Campus, mas que a forma como essa decisão foi tomada é extremamente autoritária com usurpação do direito de democracia. Temos que melhorar nossa estrutura, nossos professores, melhorar o que já está em andamento”.

Manifestação estudantil (UFFS/Erechim). Fonte: http://www.facebook.com/dceuffs.erechim


terça-feira, 26 de junho de 2012

Exposição de materiais didáticos do curso de Pedagogia

Por Vanessa Luisa Freiberger (Engenharia Ambiental/Erechim)

Nos dias 12 e 13 de junho, aconteceu, na escola Érico Veríssimo, uma exposição de materiais didáticos planejados na disciplina Alfabetização Teoria e Prática II do 5º semestre do curso de Pedagogia.

De acordo com a Doutora em Educação e Coordenadora do curso de Pedagogia do Campus de Erechim, Marilane Maria Wolff Paim, “A turma produziu material para trabalhar com as letras, sílabas, palavras, frases e com texto”. A professora salientou ainda que “o desenvolvimento das atividades com essa turma foi muito interessante, pois eles montaram os materiais e os jogos e, depois, os aplicaram com um grupo de estudantes. Essa atividade foi fundamental, pois fazer o material é uma situação, mas ver/observar sua utilização por um grupo de estudantes em processo de alfabetização é outra. Foi importante para as alunas que estudaram todo referencial teórico sobre alfabetização e letramento e nesse momento vivenciaram esta relação teoria e prática”.

Exposição das alunas do curso de Pedagogia

A exposição recebeu um número expressivo de visitantes, dentre eles, acadêmicos da UFFS dos curso de licenciatura, alunos do curso de pós-graduação em processo pedagógicos em educação básica da UFFS, professores da rede municipal e estadual de ensino, uma turma de alfabetização de jovens e adultos da Escola a Veríssimo, entre outros.

Algumas fotos da exposição:


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Movimento Estudantil paralisa atividades na UFFS/Realeza


Por Vanessa Pagno (Ciências Naturais/Realeza)

No último dia 14 de junho, acadêmicos de todos os cursos da UFFS/Realeza foram às ruas para defender seus direitos como acadêmicos. Com a frase “Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? aqui está presente o movimento estudantil”, eles protestaram contra a criação de um novo Campus da UFFS em Passo Fundo, a falta de estrutura dos cinco campi já criados da UFFS, dentre outras reivindicações importantes para os acadêmicos da UFFS.


                                                             Maiara Vissoto/Acadêmica UFFS
Acadêmicos do Campus Realeza realizam passeatas reivindicando 
melhorias ao Campus

O Comunica conversou com a presidente do Diretório Acadêmico do Campus Realeza, Dioni Angelin, acadêmica da 5ª fase do Curso de Ciências. Ela frisa que em dois anos e meio de funcionamento, os cinco campi da UFFS ainda não estão estruturados, sendo que as aulas práticas, as poucas vezes que acontecem, são em locais improvisados, muitas vezes com falta de materiais. “Da mesma forma que enfrentamos a falta de livros de algumas áreas na biblioteca, bem como a falta de professores específicos em determinadas disciplinas”, salienta Dioni. 
 

Comunica na Estrada: Rumo à Tríplice Fronteira


Acadêmicos das 3ª e 5ª fases do Curso de Letras fazem viagem de estudo para a Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Por Eduardo Alves dos Santos (Letras Português e Espanhol/ Realeza)


Entrar em contato com um ambiente de bilinguismo e estudá-lo. Foi esse o principal intuito dos acadêmicos de Letras da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza que se deslocaram do campus até a fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Os acadêmicos acompanhados pelos professores da área de língua hispânica Marcos Roberto da Silva, Ana Carolina Teixeira Pinto e Marilene Aparecida Lemos saíram do Município de Realeza rumo à cidade de Foz do Iguaçu às 6h00 do dia seis de junho, dia anterior ao feriado de Corpus Christi.

Como acadêmico da 5ª fase do Curso de Letras, pude representar o Projeto Comunica Realeza nessa viagem e dessa forma agora vos passo o que de principal aconteceu nela. Primeiramente, os acadêmicos já saíram de Realeza com um plano de viagem pré-estabelecido pelos professores responsáveis pela viagem. DestSa forma, puderam aproveitar consideravelmente o tempo de cada atividade proposta pelos professores. Ao todo, foram três cidades em três países visitadas pelo grupo: Foz do Iguaçu no Brasil, Puerto Iguazú na Argentina e Ciudad del Este no Paraguai.

Antes de sair rumo à fronteira, os estudantes fizeram algumas pesquisas a respeito de um projeto de ensino bilíngue, intitulado Projeto Escola Intercultural Bilíngue de Fronteira (PEIBF), desenvolvido em parceria entre o governo brasileiro e o argentino. Juntamente a essa pesquisa, os alunos receberam a tarefa de construírem alguns questionamentos a respeito do projeto, os quais deveriam ser destinados a algumas figuras que compõem o mesmo, alunos, professores e coordenação.

                                                         Ivan Lucas Faust/ Acadêmico UFFS
Grupo da UFFS em visita à escola bilíngue de Foz do Iguaçu

A primeira atividade desenvolvida foi na cidade de Foz do Iguaçu, na Escola Adele Zanoto, uma das escolas participantes do PEIBF no Brasil. Nessa escola, além do ensino regular, é oferecido aos alunos o contato com a língua espanhola. Durante a visita, os acadêmicos realizaram uma observação do espaço escolar e puseram em prática algumas das perguntas criadas antes da viagem. Para os alunos desse projeto, as perguntas tinham como objetivo visualizar como eles se sentiam dentro do mesmo e como o viam. Para os professores, as perguntas eram destinadas a experiência de trabalhar com alunos de outra nacionalidade, idioma e cultura e as perguntas feitas aos coordenadores versavam sobre a forma que o projeto se desenvolvia. 
 
 

ROCK N´ROLL


Oficina de música aborda o rock e as transformações sociais na UFFS/Realeza

Por Vanessa Pagno (Ciências Naturais/Realeza)

Faltando dois meses para o I Festival de Inverno da UFFS, as oficinas de música, curta-metragem, fotografia e literatura, que irão auxiliar os acadêmicos em suas produções, já estão acontecendo no Campus Realeza. No último dia 16 de junho, a oficina de música, intitulada “O rock e as transformações sociais”, foi ministrada pelo jornalista e músico Cristian Amaral.

                                                                    Vanessa Pagno/Comunica
O músico, Cristian, iniciando a oficina de música
 
O tema desta oficina foi escolhido por Cristian, como ele mesmo nos conta, “por pura afinidade”, pois vive o rock N´ROLL desde os seus 10 anos de idade, o que o deixa mais a vontade para falar deste gênero musical e de seu contexto histórico.