quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O lado “B” do Comunica

Por Willian Moura (Ciências/Realeza)

Com o intuito de conhecer e apresentar os membros desse tão nobre jornal UFFSense, o Comunica resolve criar mais uma nova coluna: “O lado ‘B’ do Comunica”.

Aqui será o espaço onde mostraremos de forma simples e bem humorada os bastidores e as personagens mais ilustres da equipe de Comunicantes da UFFS, que fazem com que semanalmente (quando possível) textos como esse parem no mural e no blog. Só para vocês!

Saberão quem são os bolsistas, os voluntários e os orientadores que fazem com que as matérias fiquem impecavelmente prontinhas para a publicação. Conhecerão também um pouquinho sobre os gostos, os defeitos e tudo mais de cada um.

AGUARDEM...

O lado “B” do Comunica

Conhecendo os integrantes do Jornal UFFSense


Por Willian Moura (Ciências/Realeza)

Willian Moura, também conhecido como Will Cândido, é, nada mais, nada menos, do que Willian Henrique Cândido Moura.

Cria colunas a torto e a direito (inclusive essa), é apaixonado pelos Beatles, é egocêntrico, viciado em observar mapas mundi e mapas da região sul do Brasil. Gosta de tomar chimarrão e dançar funk, se apega facilmente às pessoas e é um dos inúmeros fãs da Paola Bracho.   

O lado “B” do Comunica

Conhecendo os integrantes do Jornal UFFSense 



Por Willian Moura (Ciências/Realeza)

Jéssica Pauletti

Jéssica: isso mesmo o que você pensou! É louca, “a Jéssica ta louca”. Louca pela vida, louca pela família, louca pelos amigos. É uma pessoa complexa e difícil, mas sua comida predileta é simples e fácil: panquecas. A Biologia; sua filha. O Comunica; filho adotado. Um sonho próximo: conhecer a Lua. Um sonho distante: Conhecer Marte. Tem a mania de apagar luzes que estão desnecessariamente acesas. Ama seus livros, suas anotações e seu computador. Joga futebol e dança funk.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Comunica recebe: Laboratoristas da UFFS


                                                                         Juciane Fornal/Comunica

Professor Caetano e os laboratoristas Cleomar, 
     Moacir, Ana, Samuel, Everton e Edson

Por Juciane Fornal (Ciências/Realeza)

Os laboratoristas exercem uma importante função na universidade, pois são eles que organizam e cuidam dos laboratórios de Física, Química e Biologia, além dos que realizam a manutenção dos equipamentos.

Nesta edição, o Comunica apresenta quem são os laboratoristas do Campus Realeza da UFFS, destacando que todos ingressaram na instituição através da realização de concursos públicos.


Jogos da Integração: Uma maneira de socialização multicampi

Por Jéssica Pauletti e Willian Moura (Ciências/Realeza)

Como informado em uma das edições anteriores, o campus Realeza visitou o campus Laranjeiras do Sul, realizando o I Jogos da Integração, no mês de agosto. Para retribuir a visitinha, nossos colegas de Laranjeiras do Sul vieram até Realeza no domingo, dia 18 de setembro, para a realização de mais uma rodada de atividades esportivas.


Sem churrasco, mas com muito aprendizado


Acadêmicos dos 5 campi da UFFS participam de Congresso em Porto Alegre

Por Willian Moura e Jéssica Pauletti (Ciências/Realeza)

Com os pés em Porto Alegre, alguns acadêmicos iniciaram o mês de Setembro. Dos 5 campi da UFFS, partiram corajosos e dedicados alunos para uma discussão sobre Universidade Popular. O I SENUP (Seminário Nacional de Universidade Popular) concentrou suas atividades nos campi da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), contando com a presença de aproximadamente 500 pessoas de todo o Brasil, de várias universidades federais.


A UFFS e Universidade Popular


Por Marina Maria Rodrigues (Letras/Realeza)

Quando pensamos em Universidade, pensamos em desenvolvimento de ensino, pesquisa, extensão, ciência, tecnologia, profissionais de qualidade, EDUCAÇÃO e FORMAÇÃO. Para muitos, um sonho, uma utopia.

É o que acontece a partir da década de 1980, o sonho de poder cursar uma graduação de qualidade e gratuita se tornou algo muito mais distante do que já era, pois a privatização do ensino superior aumenta cada vez mais no Brasil. Impulsionado e incentivado pelo próprio governo, com base nas tendências neoliberais, o aumento de instituições privadas chegou a alcançar cerca de 340% em 16 anos, de 1994 a 2010, o que mostra o incentivo ao privado e a delimitação ao público (conforme dados apresentados pela UJC – União da Juventude Comunista – em setembro de 2011).


UFFS realizará I Semana Acadêmica de Letras


Por Juciane Fornal (Ciências/Realeza)

A UFFS Campus Realeza estará realizando nos dias 13, 14 e 15 de outubro a I Semana Acadêmica de Letras, onde serão trabalhados aspectos relacionados ao ensino de língua e literatura através de oficinas, mesas-redondas e palestras, sendo que as temáticas serão voltadas para as áreas de Língua Portuguesa e Língua Espanhola.


domingo, 25 de setembro de 2011

Inclusão de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Superior

Por Selí Teresinha Leite(Geografia-Licenciatura/Erechim)

Drª Nara Joice Wellausen Vieira é profª adjunta do Departamento de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), graduou-se em Psicologia e é mestre e doutora na área de Auto-Habilidades e Dotação. Atendendo ao convite da nossa Pró-Reitoria de Graduação, em consonância com os demais Campi, a professora ministrou uma importante palestra, no dia 19/09/2011 nas dependências da UFFS-Erechim, sobre a sua experiência na UFSM em relação à Inclusão de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Superior. A palestra foi transmitida, por videoconferência aos demais campi.


Palestrante Dr. Nara J. W. Vieira (UFSM). Fonte: www.uffs.edu.br
Em sua explanação, Vieira elencou alguns desafios que a inclusão traz para a universidade, que precisa se adequar às necessidades de cada aluno. Ela lembrou, ainda, que para a Universidade essa situação de inclusão é nova; visto que até pouco tempo não se pensava nesse sujeito enquanto acadêmico. Segundo ela, somente a partir de 2006/2007 é que essa demanda ficou mais expressiva, tornando-se um desafio para a universidade. Partindo desse histórico, a palestrante afirmou que além de proporcionar o acesso as Pessoas com Necessidade Educacionais Especiais (PNEs) é necessário criar ações que fomentem a permanência e a participação efetiva desse aluno, havendo necessidade de planejamento e organização de recursos e serviços condizentes à acessibilidade. Há também grande preocupação em relação as diversas deficiências e, por isso, a UFSM está trabalhando para identificar quem é e qual a necessidade especial de cada um para, então, definir prazos diferentes na conclusão das tarefas relativas ao ensino-aprendizagem.

Em sua fala, Vieira criticou os Decretos 3298/1999 e 5296/2004, que beneficiam alunos com deficiência física, auditiva, visual, intelectual e múltipla (que se amparam na Ação Afirmativa B), mas deixam de beneficiar alunos com Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD), que têm altas habilidades ou Super-Dotação e também precisam de tratamento diferenciado no Ensino.

O conceito de Inclusão, segundo Vieira, instiga a convivência com as PNEs como meio de encorajar as trocas e amenizar as diferenças sócio-culturais. Para ela, é necessário destacar os pontos positivos das PNEs, entendendo que elas não são melhores nem piores do que as demais e, apesar de demonstrar alguma deficiência, não significa que não possam tomar suas próprias decisões. A palestrante salientou, ainda, a importância do apoio familiar, e ressaltou que é a Instituição que tem que dar conta da Educação.

Na sequência, Vieira explicou “que precisamos nos conscientizar do fato que antes de tudo, o aluno com necessidades especiais é um ser e temos a obrigação de tratá-los com o respeito devido”. Para ela, isso inclui permitir que o aluno tome suas próprias decisões e desempenhe as tarefas como os outros. O professor só deve oferecer ajuda, sem a impor, agindo naturalmente, evitando superprotegê-lo. Só assim, o aluno especial terá autonomia como acadêmico.

Segundo a palestrante, ainda há várias barreiras a serem transpostas. Entre elas, a estudiosa citou a garantia à permanência desse aluno durante sua graduação; o investimento, por parte das universidades, na adaptação do currículo; a determinação da terminalidade específica e preparo de professores e funcionários para acompanhamento desses alunos, entre outros. Para minimizar essas barreiras, Vieira reafirmou a importância da institucionalização de Núcleos que trabalhem apropriadamente com a inclusão, revendo e sistematizando as conversas com as Pró-Reitorias. Segundo ela, hoje, o Núcleo de acessibilidade da UFSM, conta com uma técnica (40h); duas bolsistas (16h) e uma coordenadora com (8h) semanais.

Para concluir, Vieira expressou sua preocupação em relação a assuntos que estão sem definição, pois recentemente veio a saber que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) não permite restrições no diploma e a Instituição não sabe como lidar com situações como o caso de uma acadêmica de veterinária que, no decorrer do curso, sofreu um acidente ficando tetraplégica, causando restrições em seu diploma o que a habilita a atuar somente com análises radiológicas. Outro exemplo apontado pela palestrante foi o de uma graduada cega que cursou Educação Especial e ficou com restrição para trabalhar com surdos, podendo atuar na área de Déficit Intelectual e Educação Infantil. Quanto aos Super Dotados, que é a sua área de formação, Vieira evidenciou sua tristeza pelo fato de até o momento não haver nada específico para identificá-los e ampará-los legalmente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


Mais uma obra de um servidor da UFFS-
Campus Erechim


Por Vanessa Luisa Freiberger (Engenharia Ambiental) 


Dirceu Benincá é mestre e doutor em Ciências Sociais pela PUC/SP, com estágio no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra/Portugal; especialista em Comunicação Social, graduado em Teologia e licenciado em Filosofia. Sua atuação e estudos envolvem as áreas de teologia, história regional, comunicação social, movimentos sociais e meio ambiente. Atualmente, Benincá é Diretor Administrativo do campus Erechim.

Benincá respondeu perguntas pertinentes a sua obra Energia e cidadania: a luta dos atingidos por barragens, a fim de ressaltar pontos e fatos que o levaram a escrever o livro. 


Comunica: O livro "Energia e cidadania", último lançamento do senhor, chega à população da região com qual intuito? Quais são as expectativas de aceitação e discussões sobre a obra? 
Dirceu Benincá: O objetivo do lançamento desse livro é colocar à disposição do público interessado uma parte do estudo realizado durante meu doutorado em Ciências Sociais, na PUC/SP. A pesquisa aborda o tema das barragens e seus impactos, bem como as principais formas de organização, resistência, reivindicações e proposições do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) ao longo dos últimos 20 anos. 

Espero que o trabalho contribua, de algum modo, com os atingidos direta ou indiretamente por esses empreendimentos, na luta que desenvolvem pela garantia de seus direitos de cidadania. Ficarei satisfeito também se a obra despertar debates na universidade, entre os movimentos sociais ou em outros espaços e ajudar a entender a lógica do atual modelo energético e de desenvolvimento e as visões alternativas de desenvolvimento social e preservação ambiental. 


Comunica: Como e com que métodos o senhor escreveu o livro? 
Dirceu Benincá: A obra é resultado de três anos de pesquisa e estudo acadêmicos. Para a sua elaboração, busquei fundamentação em extensa base bibliográfica e documental. Recorri às fontes primárias, realizando mais de 30 horas de entrevistas com grande número de pessoas, sobretudo membros da coordenação nacional do MAB, atingidos por barragens na bacia do Rio Uruguai, no Vale do Ribeira/São Paulo e em Porto Velho/Rondônia, bem como com professores e estudiosos do tema em diversas universidades brasileiras e na Universidade de Coimbra/Portugal. 



Comunica: A obra apresenta fatos ocorridos? 
Dirceu Benincá: A pesquisa é totalmente voltada para análise de situações reais que ocorrem desde o anúncio da construção de barragens, passando pela fase em que as obras são feitas e chegando ao período de funcionamento das hidrelétricas. Muitas vezes são vistos apenas os aspectos da necessidade e utilidade da energia elétrica e são ignorados ou subestimados os impactos sociais, ambientais e simbólicos que as barragens provocam. Isso quando não se criminalizam os movimentos sociais que lutam legitimamente para que a água e a energia sejam tratados como direitos de todos, não como mercadoria de exploração capitalista e estejam a serviço da vida e não da morte.


O Comunica agradece a disposição do professor Benincá e indica a leitura do texto para aqueles que se interessam sobre os debates acerca da cidadania e do apoderamento dos movimentos sociais.